Standard & Poor's rebaixa rating de Portugal

Nota da probabilidade de inadimplência do país europeu passou de A+ para A-, devido à piora na situação fiscal

Danielle Chaves, da Agência Estado,

27 de abril de 2010 | 12h07

A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou os ratings de probabilidade de inadimplência do emissor (IDR) de longo prazo em moeda local e estrangeira de Portugal para A-, de A+. Ao mesmo tempo, os ratings de curto prazo em moeda local e estrangeira foram rebaixados para A-2, de A-1. A perspectiva para os ratings é negativa.

 

"O rebaixamento em duas notas reflete nossa visão dos ampliados riscos fiscais que Portugal enfrenta", disse em comunicado Kai Stukenbrock, analista de crédito da S&P. O analista afirmou acreditar que "o governo português pode enfrentar dificuldades para estabilizar sua relativamente alta dívida até 2013".

 

"As finanças públicas de Portugal, na nossa opinião, continuam estruturalmente fracas, apesar das substanciais reformas do setor público feitas pelo governo nos últimos anos", acrescentou o analista.

 

No final de março, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota dos títulos da dívida de Portugal, de AA para AA-, prevendo ainda um viés negativo para os próximos meses. A decisão já era esperada desde dezembro, quando o governo socialista de José Sócrates admitiu que o déficit público subiu de 2,8% para 6,7% entre 2008 e 2009, aumentando a insegurança sobre a solvência da economia do país.

 

A relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) está em 77,4% e Portugal estourou os limites do Pacto de Estabilidade da União Europeia, que fixa em 3% o déficit máximo de um país e em 60% a relação dívida/PIB.

 

Grécia

 

Na última quinta-feira, outra agência de risco, a Moody's Investors Service, rebaixou o rating dos bônus da Grécia, para A3, de A2, e os colocou em avaliação para possível rebaixamento futuro. De acordo com a agência, a decisão foi baseada na visão de que há um risco significante de que a dívida grega só possa se estabilizar em um patamar superior e mais caro do que o estimado anteriormente. As informações são da Dow Jones.

 

(com Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo) 

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