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State Grid aceita elevar valor a ser pago pela CPFL Renováveis

Proposta da estatal chinesa representa um desembolso de R$ 585 milhões a mais no negócio, cujo preço original era de R$ 2,97 bilhões

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2018 | 04h00

O grupo chinês State Grid aceitou pagar aos minoritários da CPFL Energias Renováveis os R$ 14,60 por ação indicados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no fim do mês passado. Em comunicado ao mercado, a CPFL afirmou que protocolou na terça-feira, 11, a nova versão do edital e dos cálculos de preços da oferta pública de ações, conforme pedido do órgão regulador do mercado de capitais.

A proposta representa um desembolso de R$ 585 milhões a mais no negócio, cujo preço original era de R$ 2,97 bilhões. Segundo a empresa, os documentos ainda serão analisados pela área técnica da CVM.

Depois de muitas idas e vindas, a decisão da companhia chinesa representa uma trégua numa briga que já dura mais de um ano. A State Grid foi responsável por uma das maiores transações do País em 2016, ao adquirir o Grupo CPFL Energia.

Entre a compra do controle (da Camargo Corrêa) e das ações no mercado, a empresa desembolsou cerca de R$ 25 bilhões. O negócio também incluía a compra das ações da CPFL Energias Renováveis, subsidiária do grupo de energia.

Mudança

A chinesa oferecia R$ 12,20 para adquirir a participação no mercado, bem abaixo dos R$ 25 oferecidos aos minoritários da holding – representados por BTG e Pátria, entre outros. Os acionistas da Renováveis não aceitaram a proposta e entraram com uma reclamação na CVM, que em fevereiro deste ano decidiu a favor dos minoritários ao estipular um limite de R$ 16,69 para a oferta – o que significava algo em torno de R$ 1 bilhão a mais de desembolso da chinesa. Essa definição, no entanto, foi derrubada pelo colegiado da autarquia, que pediu novos cálculos para a State Grid.

Em junho, em resposta ao pedido da CVM, a chinesa elevou de R$ 12,20 para R$ 13,81 a oferta para comprar as ações da Renováveis. A nova proposta representava um acréscimo de R$ 390 milhões. Apesar de melhorar a oferta, os cálculos não agradaram aos minoritários que entraram com uma nova contestação na CVM, que pediu novos cálculos e indicou o valor de R$ 14,60.

Na ocasião, os minoritários entenderam a decisão do órgão regulador como positiva, mas não o suficiente. Isso porque eles avaliavam que podiam reivindicar o cumprimento da primeira decisão da área técnica da CVM, que previa um preço de R$ 16,69. Esse valor, no entanto, foi derrubado pelo colegiado do órgão.

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