Statoil planeja elevar produção no campo de Peregrino

O presidente da Statoil no Brasil, Kjetil Hove, disse hoje que a companhia está produzindo atualmente 35 mil barris de petróleo por dia no campo de Peregrino, na Bacia de Campos, e deverá aumentar este volume para a capacidade máxima na área em 2012, de até 100 mil barris por dia. O executivo também disse que a Statoil estuda perfurar, no ano que vem, um poço abaixo do reservatório já descoberto de Peregrino, para tentar encontrar novas reservas em outra faixa geológica. "Ainda não há definição sobre isso, mas uma intenção", afirmou.

KELLY LIMA, Agencia Estado

25 de maio de 2011 | 14h05

Kjetil Hove revelou ainda que a companhia está estudando participar da 11ª Rodada que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) promoverá no segundo semestre, mas há ainda a necessidade de estudar melhor as áreas que serão ofertadas. As declarações foram dadas hoje durante evento da Statoil no Rio de Janeiro.

Odebrecht Oil & Gas

No evento, o diretor presidente da Odebrecht Oil & Gas, Roberto Ramos, defendeu que as exigências de conteúdo nacional deveriam ser no Brasil "menos paroquiais". "Há uma dificuldade em cumprir o que está aí hoje", afirmou, afirmando que as empresas nacionais devem buscar encomendas no exterior.

"Nem a Noruega, nem a Inglaterra e nem Angola, que já está produzindo 2 milhões de barris por dia, adotaram a exigência de conteúdo nacional", comentou, destacando que é preciso definir quais são exatamente os parâmetros do conteúdo nacional: "É para comprar 65% de quê? Sessenta e cinco por cento em reais? Ou de empresas instaladas aqui?", questionou.

Ele afirmou ainda que a companhia está bastante interessada no novo processo licitatório que a Petrobras deverá lançar para encomendar sondas de perfuração. Segundo o executivo, a contratação destas sondas pode financiar a construção do estaleiro da companhia.

Ramos afirmou também que o ritmo de crescimento do setor de petróleo deverá ditar o cenário financeiro nacional nos próximos anos, mais favorável à valorização do real. "Pensar no câmbio com paridade de R$ 2,10 ou R$ 2,20 é inviável. Melhor pensar em algo abaixo dos R$ 1,50", disse.

Segundo seus cálculos, o consumo doméstico de derivados deverá crescer 6% ao ano sobre os dois milhões de barris por dia este ano, até 2020, o que deve gerar um consumo de 3,4 milhões de barris por dia em nove anos. "Se o Brasil estiver produzindo 5 milhões de barris por dia, como se prevê, haverá um excedente de 1,7 milhão de barris que, sem serem processados em nenhuma refinaria local, apenas exportados crus, podem render divisas de US$ 60 bilhões, ou o equivalente a todos investimentos estrangeiros hoje no País. Como se segura um câmbio com estas perspectivas?", comentou.

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