Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Stephanes afirma que Sisbov terá até 50 mi de cabeças ainda este ano

Brasília, 17 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que o novo sistema de rastreabilidade de bovinos (Sisbov) estará em pleno funcionamento até o final do ano. De acordo com o ministro, a estimativa é que o número de animais cadastrados entre 40 milhões e 50 milhões de cabeças de gado, com cerca de 50 mil propriedades.Stephanes afirmou que apenas os animais e fazendas que constarem do cadastro poderão exportar seu produto para a União Européia. O prazo para que os pecuaristas adotem o novo sistema vai até 31 de dezembro. A partir daí, os pecuaristas que quiserem exportar carne bovina terão que atender à instrução normativa nº 17, que determina a rastreabilidade, com identificação de todos os animais da propriedade e informações sobre o manejo do rebanho. Com a mudança para o novo Sisbov, uma propriedade só poderá ter animais de áreas livres de febre aftosa.O rastreamento dos animais foi um dos pontos questionado pelos irlandeses no relatório apresentado ontem ao Parlamento Europeu. O governo estuda transferir a gestão dos bancos de dados deste sistema para a iniciativa privada, mas o assunto é polêmico porque é alvo de disputa entre as entidades representativas do setor. Stephanes observou que já recebeu propostas da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e da própria Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). "Recebi uma ligação do próprio Fábio Meirelles (presidente da entidade) para tratar deste assunto", disse Stephanes.O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Marcio Portocarrero, disse que o governo deverá receber as propostas de migração do sistema de gestão do banco de dados entre 30 e 40 dias. A partir daí, terá início o processo de transferência das informações. Portocarrero garantiu que a migração não será imediata para não oferecer risco às exportações brasileiras de carne. Ele explica que a transição do banco de dados para o setor privado deve durar dois anos. No primeiro ano, os dois sistemas - privado e público - irão operar paralelamente, mas depois será totalmente transferido para o setor privado."Quando há interesse do setor privado, o sistema funciona. Já é assim no Canadá e na Nova Zelândia. A máquina pública oferece entraves que o setor privado não enfrenta", afirma Portocarrero, lembrando que o serviço público é mais lento para adotar medidas emergenciais, que podem ser rapidamente solucionadas.

Fabíola Gomes

17 de julho de 2007 | 18h01

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.