Suécia pode emprestar até US$ 14,3 bi ao FMI, diz BC

Empréstimos do país ao Fundo são acompanhados por certas exigências, por isso, para o presidente do Riksbank, é melhor é emprestar ao FMI e não diretamente a países em dificuldade

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2011 | 15h57

ESTOCOLMO - O presidente do Banco Central da Suécia (Riksbank), Stefan Ingves, disse nesta quinta-feira, 15,  que o país poderia emprestar até 100 bilhões de coroas suecas (US$ 14,3 bilhões) ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para apoiar os esforços do fundo para lidar com a crise da dívida na Europa.

Pelo sistema sueco, é o Riksbank que faz propostas ao Parlamento sobre de quanto a contribuição do país ao FMI deve ser. Os parlamentares devem tomar a decisão final sobre o montante.

Em um encontro na semana passada, os países da União Europeia concordaram em fornecer ao FMI mais 200 bilhões de euros através de empréstimos colaterais. Não está claro como o Fundo pode usar esse dinheiro extra, mas ele deve decidir emprestar a países em dificuldade com suas dívidas na Europa para que controlem suas contas.

"A Suécia e o Riksbank têm sido parte da cooperação internacional e parte de uma série de acordos de empréstimo", disse Ingves. "É razoável pensar que a Suécia deve arcar com sua parcela. Estamos falando de um montante de cerca de até 100 bilhões de coroas suecas."

Qualquer compromisso da Suécia de emprestar dinheiro ao FMI deve ser acompanhado por uma exigência de que o FMI empreste apenas sob certas condições que ajudam o país emprestador a resolver seus problemas, disse Ingves. A autoridade disse que, com muitos países em dificuldade, o melhor é emprestar ao FMI, e não diretamente a essas nações.

As informações são da Dow Jones.

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