Sul-coreana Posco diz que analisa CSA, que está à venda

O presidente da siderúrgica sul-coreana Posco, Joon-Yang Chung, disse nesta quinta-feira, em conversa com jornalistas, que a empresa analisa internamente as operações da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), que a alemã TyssenKrupp colocou à venda. De acordo com o executivo, ainda não é possível dizer se há interesse na unidade, mas, se houver, envolverá tanto as operações no Rio de Janeiro quanto a dos Estados Unidos. O executivo participou de reunião na sede na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

FERNANDA GUIMARÃES, Agencia Estado

21 de junho de 2012 | 12h11

Chung afirmou, ainda, que a empresa ainda não conversou com a Vale, sócia minoritária na CSA sobre o assunto. As duas são sócias na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no Ceará, que deverá entrar em operação em 2015. O presidente da Posco disse, ainda, que a indústria siderúrgica mundial passa por um momento de pressão, mas que na segunda metade do ano o preço do aço deve melhorar, ainda dependendo do desempenho da economia mundial.

Sobre o preço minério de ferro, o executivo afirmou que espera que o valor caia em breve, embora não tenha falado em prazo. O presidente da Posco disse também que "no geral" as siderúrgicas preferem o sistema anual de precificação do minério (sistema benchmark), já que proporciona maior estabilidade às usinas. Hoje o minério é comercializado principalmente pelo mercado spot (à vista) e também pelos contratos trimestrais.

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