SulAmérica Saúde fecha compra de 49,9% do BB na Brasilsaúde

Ações objeto do contrato de compra significam a totalidade da participação detida pelo Banco do Brasil na Brasilsaúde

Natalia Gómez, Agência Estado,

20 de maio de 2010 | 09h48

A SulAmérica Seguro Saúde, controlada da SulAmérica, fechou hoje a compra de 49,92% do capital social da Brasilsaúde detido pelo BB Seguros, pelo preço de R$ 28,4 milhões. As ações objeto do contrato de compra significam a totalidade da participação detida pelo Banco do Brasil na Brasilsaúde.

Segundo a SulAmérica, a efetivação da aquisição está condicionada à aprovação das autoridades regulatórias. A negociação havia sido antecipada pela Agência Estado em março.

Com a aquisição, a SulAmérica reforça sua posição nos segmentos de saúde e odontologia, ficando com uma carteira total de 1,8 milhão de membros.

Segundo fato relevante divulgado pela empresa, o término da associação da SulAmérica com o Banco do Brasil nos segmentos de seguro saúde e odontológico não modificará as condições previstas nas apólices emitidas pela Brasilsaúde ou o relacionamento com a rede de prestadores de serviços médicos e odontológicos e corretores de seguros.

A compra deve ser aprovada pela Agência Nacional de Saúde (ANS) em dois a três meses, segundo o vice-presidente corporativo e de Relações com Investidores da Sul América, Arthur Farme. Em teleconferência com a imprensa, o executivo afirmou que a transferência de ações ocorrerá logo depois desta aprovação. Após o negócio, a Sul América passa a deter 100% das ações da Brasilsaúde. O valor de R$ 28,4 milhões da transação será pago em dinheiro e representa 1,2 vezes o valor patrimonial da Brasilsaúde.

As sinergias geradas pela compra ainda não foram avaliadas, mas a companhia pretende se aproximar das operações da Brasilsaúde nas próximas semanas. Apesar de já ser sócia da empresa anteriormente, a Sul América mantinha sua operação de forma independente. Segundo Farme, a principal preocupação neste momento não é pensar em novos produtos, mas consolidar as duas carteiras, que têm produtos muito similares.

Integração de carteiras

A Brasilsaúde conta com 100 mil membros segurados, sendo a maioria em apólices coletivas, e este número já integrava os 1,8 milhão de assegurados da Sul América na área de saúde. "A prioridade neste momento é integrar as carteiras e a manter os serviços que são prestados", afirmou. Contando todas as suas carteiras, a Sul América conta com 5,5 milhões de segurados.

A área de saúde representava 64% da sua receita total da Sul América no final do primeiro trimestre, ante participação de 53% em dezembro. Segundo o executivo, isso ocorreu devido à venda da participação na Brasil Veículos para o Banco do Brasil neste mês. A fatia do segmento automotivo passou de 34% para 22% nesta comparação. De acordo com Farme, a Sul América não tem uma meta de participação nestes setores. "O mix é uma consequência das oportunidades que surgem e do desempenho das carteiras", explicou.

O negócio anunciado hoje encerra as parcerias da Sul América com o Banco do Brasil, mas isso não deve afetar a distribuição dos produtos da empresa, segundo o executivo, porque ela conta com uma base de 29 mil corretores e parcerias com outras 20 instituições financeiras, como Citibank, Caixa, Santander, HSBC e Banrisul. As duas parcerias encerradas com o BB - Brasil Veículos e Brasilsaúde - representavam 14% da receita total da Sul América.

Questionado sobre rumores de que o Banco do Brasil teria proposto comprar a participação da Sul América na Brasilsaúde, o executivo afirmou que nunca houve uma proposta neste sentido. Frame destacou que a Sul América continua atenta a novas oportunidades de crescimento via aquisições. "A empresa está em um momento favorável de liquidez e existem operações no mercado que podem ser consideradas para expansão não orgânica", disse. 

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