Superávit agrícola acumula US$ 22,8 até agosto, alta de 41,3%

Brasília, 6 - O superávit da balança comercial do agronegócio somou US$ 22,831 bilhões no acumulado entre janeiro e agosto deste ano, resultado recorde. Na comparação com igual período de 2003, o superávit cresceu 41,3% neste ano. O agronegócio foi responsável por 42,5% das exportações globais do País no período, mostram números divulgados há pouco pelo Ministério da Agricultura. De acordo com a assessoria de imprensa do ministro Roberto Rodrigues, a projeção é que o superávit comercial chegue a US$ 31 bilhões neste ano. No acumulado do ano, os destaques foram as exportações do complexo soja, que cresceram 40%; de carnes, 64,5%; madeiras, 54,5%; lácteos, 59,5%; café, 32,8%; açúcar e álcool, 41%; cereais, farinhas e preparações, 221%. As exportações no acumulado do ano também foram recordes, somando US$ 26,025 bilhões. Esse é o melhor resultado para o período na série histórica, iniciada em 1989. As exportações agrícolas cresceram 35% em relação aos US$ 19,255 bilhões registrados nos oito meses de 2003. No acumulado dos últimos 12 meses - de setembro de 2003 a agosto de 2004 - o resultado ficou 27,2% acima do registrado no mesmo período. Em agosto, o saldo da balança comercial do agronegócio superou US$ 3 bilhões pelo quarto mês consecutivo. Em agosto, o superávit foi de US$ 3,389 bilhões, 27,7% acima de agosto de 2003. Responsável por 32% do incremento das vendas no mês, o complexo carnes foi o maior destaque nas exportações do setor. As exportações alcançaram US$ 566,8 milhões, um resultado 71% superior aos US$ 331,2 milhões de agosto de 2003. No ano, as vendas do complexo carnes já somam US$ 3,561 bilhões (crescimento de 64,5%). O ministério também destacou as exportações de carne bovina "in natura" (+142%) e de frango in natura (+33%) em agosto. O desempenho reflete as mudanças causadas pelos focos do mal da "vaca louca" no Canadá e nos Estados Unidos, em 2003, e da "gripe do frango", na Ásia, EUA e Canadá. Houve crescimento das exportações para todos os continentes e blocos econômicos. Vendemos mais para União Européia (+2,7%); Ásia (+39,5%); Nafta, à exceção do México, (+36,7%); Oriente Médio (+91,85%); Europa Oriental (+0,75%); e Mercosul (+24%). Em termos de países de destino, registre-se o crescimento de 40% nas exportações para os Estados Unidos; Irã (109%); Itália (44%); e China (17%).

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