Superávit da balança de agronegócio em SP cresce 26,5% em 2010

As exportações do setor somaram US$ 20,2 bilhões de janeiro a dezembro

Gustavo Porto, da Agência Estado,

19 de janeiro de 2011 | 16h43

A balança comercial do agronegócio paulista gerou um superávit de US$ 12,14 bilhões em 2010, alta de 26,5% sobre os US$ 9,6 bilhões de 2009, informou o Instituto de Economia Agrícola (IEA). As exportações do setor somaram US$ 20,2 bilhões de janeiro a dezembro, 27% superiores às registradas em 2009, quando as vendas externas atingiram US$ 15,9 bilhões. Já as importações saltaram 27,9%, de US$ 6,30 bilhões para US$ 8,06 bilhões, nos períodos avaliados.

Segundo o IEA, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, os produtos semimanufaturados apresentaram o maior crescimento porcentual nas exportações do agronegócio paulista, com alta de 50,40% entre 2009 e 2010, para US$ 6,93 bilhões, seguidos dos básicos, com US$ 3,58 bilhões (+25,75%), e dos manufaturados, com US$ 9,69 bilhões (+14,68%).

Mesmo com a alta menor, os produtos manufaturados têm uma participação de 47,96% nas exportações do agronegócio de São Paulo, de acordo com os pesquisadores José Sidnei Gonçalves e José Roberto Vicente, do IEA. Para eles, o desempenho demonstra o alto perfil de agregação de valor ao produto em São Paulo.

O desempenho do agronegócio em 2010 seguiu melhor que o registrado em toda a balança comercial do Estado de São Paulo, que apresentou déficit de US$ 15,48 bilhões no período. Se o agronegócio não fosse considerado nos cálculos, o déficit seria de US$ 27,62 bilhões na balança comercial paulista do ano passado.

O setor agropecuário ainda aumentou a participação, de 37,5% para 38,6%, em todas as vendas externas do Estado de São Paulo, se comprados os anos de 2009 e 2010. As exportações paulistas totais entre janeiro e dezembro de 2010 somaram US$ 53,29 bilhões. Já as importações do agronegócio responderam, em 2010, por 11,9% dos US$ 67,77 bilhões movimentados com as compras paulistas do exterior, baixa de 0,6 ponto porcentual ante os 12,5% de participação em 2009.

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