Superávit do Governo Central no ano cobre meta até agosto, diz Augustin

Superávit primário entre janeiro e abril é de R$ 41,5 bilhões e a meta prevista até agosto é de R$ 39, 974 bilhões

Eduardo Rodrigues e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

26 de maio de 2011 | 11h58

O superávit primário do Governo Central de R$ 41,479 bilhões no acumulado de janeiro a abril deste ano é recorde para o período e já superou a meta prevista até agosto de 2011, de R$ 39, 974 bilhões. De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, o governo "precisou" fazer uma economia mais forte no início do ano.

"Já realizamos no primeiro quadrimestre do ano um superávit maior do que a meta para o segundo quadrimestre", destacou Augustin. "A gente vem adequando o primário não só à meta do ano, mas também ajustando a necessidade no decorrer do ano. No início de 2011 precisávamos de primário mais forte e fizemos isso, o que coloca uma perspectiva positiva para o ano", completou. 

Superávits menores

Augustin afirmou que o superávit do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) nos próximos meses tende a ser menor que o registrado no primeiro quadrimestre de 2011. Segundo ele, o Tesouro optou por fazer superávits mais fortes no início do ano para ajudar na desaceleração do ritmo de expansão da economia.

"O movimento que o governo está fazendo é para ter no segundo semestre uma atividade econômica dentro do que achamos que seja o ideal para não causar pressão inflacionária. O superávit nesse início do ano ajudou a economia a crescer num ritmo adequado", afirmou.

Segundo ele, já há sinais de que o ritmo de expansão do PIB está dentro do que o governo gostaria. "A economia já dá sinais de crescimento um pouco menos forte", afirmou. Ele garantiu que o governo cumprirá a meta de superávit "cheia" este ano, ou seja, sem descontar das despesas os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"As condições para cumprirmos este superávit se colocam de forma clara. Muitos diziam que teríamos dificuldades. Este tipo de avaliação reduzirá ou deixará de existir", afirmou. Augustin disse também que tão pouco trabalha para fazer uma economia maior que a prevista para este ano. "Não estamos trabalhando com alteração da meta", disse. 

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