Superávit primário até agosto atinge 1,29% do PIB

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) não conseguiu cumprir a meta cheia de superávit primário para o período de janeiro a agosto - chamada de meta acumulada até o segundo quadrimestre. Por consequência, o governo central teve que lançar mão dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para fechar suas contas. Apesar de ter reduzido a meta para o período de R$ 40 bilhões para R$ 30 bilhões, o resultado primário do governo central foi de R$ 29,713 bilhões de janeiro a agosto, o equivalente a 1,29% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo informou hoje o Tesouro.

FABIO GRANER E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

28 de setembro de 2010 | 10h35

O superávit primário representa a economia para o pagamento dos juros da dívida pública. Considerando os dados apurados na metodologia do Banco Central (BC) até julho, mais o resultado do governo central apurado pelo Tesouro em agosto, o resultado acumulado no ano é de R$ 29,4 bilhões. O resultado apurado pelo BC referente a agosto será divulgado amanhã. Para efeitos de cumprimento da meta, o que conta é o resultado na metodologia do BC.

No superávit acumulado no ano, o Tesouro Nacional contribuiu com saldo positivo de R$ 60,707 bilhões; a Previdência, com déficit de R$ 30,577 bilhões, e o BC, com déficit de R$ 417 milhões. Nos oito primeiros meses de 2009, o governo central registrou superávit de R$ 23,431 bilhões, o equivalente a 1,16% do PIB. Naquele período, o Tesouro contribuiu com superávit de R$ 53,333 bilhões, a Previdência teve déficit de R$ 29,561 bilhões e o BC registrou déficit de R$ 341 milhões.

Dividendos

Se não fossem as receitas com o pagamento feito por empresas estatais de dividendos, as contas do governo central teriam apresentado resultado negativo no mês de agosto. Os dados do Tesouro Nacional divulgados hoje mostram que o pagamento de dividendos no mês somou R$ 6,795 bilhões. No ano, os pagamentos de dividendos já somam R$ 16,763 bilhões. O governo está fazendo com que as empresas estatais, incluindo os bancos públicos, antecipem o pagamento de dividendos para reforçar o superávit primário.

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