Supercomitê dos EUA inicia esforço de última hora por acordo sobre déficit

Grupo tem até esta quarta-feira para apresentar uma decisão; analistas consideram acordo improvável

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

21 de novembro de 2011 | 17h21

Os integrantes do Comitê Conjunto para Redução do Déficit reuniram-se na tarde desta segunda-feira, 21, em um gabinete do Senado dos Estados Unidos para um esforço de última hora para alcançar um acordo enquanto seus colegas no Congresso e os mercados preparavam-se para más notícias.

"Ainda estamos trabalhando", afirmou a senadora Patty Murray (democrata por Washington), copresidente do chamado supercomitê de redução do déficit.

Segundo uma fonte parlamentar norte-americana, os líderes do supercomitê bipartidário fariam um pronunciamento público do meio para o fim da tarde de hoje se não chegassem a um acordo de última hora sobre o tema.

Restando apenas algumas horas do fim do prazo para um acordo entre os integrantes do Comitê Conjunto para Redução do Déficit, analistas consideram improvável um acordo de última hora para que o déficit federal norte-americano seja reduzido em pelo menos US$ 1,2 trilhão no decorrer dos próximos dez anos.

Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, John Boehner, acusou o presidente dos EUA, Barack Obama, e os democratas pelo que qualificou como fracasso do supercomitê bipartidário na busca por um acordo para reduzir o déficit federal norte-americano. A informação foi divulgada pelo site de notícias The Hill, citando um memorando assinado por Boehner com data de hoje.

O deputado Chris Van Hollen (democrata por Maryland) e o senador John Kerry (democrata por Massachusetts) participavam da reunião de última hora, assim como os senadores republicanos Jon Kyl (Arizona) e Rob Portman (Ohio). Questionado sobre a possibilidade de acordo, o senador Max Baucus (democrata por Montana) disse que "sempre há esperança".

Pelo acordo firmado em agosto para a elevação do teto da dívida do governo dos EUA, a chamada supercomissão, formada por 12 deputados e senadores dos dois principais partidos políticos do país, tem até a quarta-feira para apresentar um acordo de redução do déficit do governo.

O prazo verdadeiro, no entanto, encerra-se hoje, pois a lei determina que os membros da comissão precisam de 48 horas para tomar conhecimento do pacote antes de apresentá-lo ao Congresso. Se a supercomissão não chegar a um acordo ou se o Congresso não aprovar um eventual pacto até o fim de dezembro, cortes automáticos de custos começarão a ser feitos a partir de 2013.

De acordo com a fonte parlamentar, se não houver acordo, os copresidentes da supercomissão - a senadora Patty Murray e o deputado Jeb Hensarling (republicano pelo Texas) - provavelmente farão um pronunciamento do meio para o fim da tarde confirmando o fim dos trabalhos.

A expectativa em torno do sucesso do trabalho da supercomissão diminuiu na semana passada, depois que líderes dos dois partidos não conseguiram chegar a um acordo sobre um pacote menor de contingência para o caso de desacordo sobre cortes mais profundos.

As informações são da Dow Jones.

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