WERTHER SANTANA/ESTADÃO - 05/11/2021
WERTHER SANTANA/ESTADÃO - 05/11/2021

Sustentabilidade cresce na agenda de executivos na América Latina e adoção chega a 69%

O número representa um salto ante 2021, quando 46% das companhias tinham práticas sustentáveis implementadas ou planejadas; estudo da SAP aponta que propósito é principal motivador no País

Lucas Agrela, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2022 | 17h22

O número de empresas que têm estratégias com práticas sustentáveis na América Latina subiu em 2022, chegando a 69%, ante 46% no ano passado. No País, os principais motivadores para a adoção de práticas de sustentabilidade nas empresas foram a preocupação com o propósito do negócio (73%), reputação (66%), compromisso do CEO e do conselho (58%), exigência dos clientes (41%) e exigência dos colaboradores (27%).

De acordo com o relatório anual da empresa de tecnologia alemã SAP, chamado “A Sustentabilidade na Agenda dos Líderes da América Latina”, as maiores dificuldades na implementação ou melhoria de práticas sustentáveis estão na mensuração do impacto de cada ação, comprovação de retorno sobre o investimento e falta de clareza sobre como implementar a sustentabilidade em processos de negócio e na gestão das companhias. 40% das empresas participantes do estudo disseram já ver resultados de suas ações.

Para Pedro Pereira, diretor de sustentabilidade (CSO) da SAP para América Latina e Caribe, as empresas de capital aberto da região têm adotado rapidamente estratégias de sustentabilidade, buscando ao mesmo tempo a rentabilidade, de modo a evitar riscos aos negócios. 

“Se há mudança climática, há risco para o capital de investidores. Se há seca ou enchente, haverá impacto para empresa. Ninguém quer isso”, diz.

Nas estratégias das companhias que participaram do levantamento da SAP, os principais focos foram: igualdade, diversidade e inclusão; cadeia de valores socialmente responsáveis; redução da pegada de carbono; preparação da força de trabalho; e economia circular.

Segundo Pereira, o País tem uma oportunidade de se posicionar globalmente como uma economia ligada aos temas da sustentabilidade nos negócios, apesar de a estratégia de governo também ser importante e apresentar desafios para as companhias — devido à falta de regulamentação. 

“Na Europa, o tema é mais voltado a questões regulamentares. Por aqui, é parte do propósito. O Brasil tem potencial de liderar na sustentabilidade. Podemos usar a nossa conexão cultural com a natureza como uma estratégia nos negócios”, afirma.

O estudo da SAP foi realizado com mais de 400 executivos de grandes empresas da Argentina, Brasil, Colômbia e México. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.