Suzano amplia alavancagem no 2º trimestre

A relação entre dívida líquida e Ebitda da Suzano Papel e Celulose subiu de 5 vezes no final do primeiro trimestre para 5,1 vezes no fechamento do segundo trimestre deste ano. A variação de 0,1 ponto porcentual decorre do impacto da valorização do dólar nas dívidas em moeda estrangeira da companhia e dos investimentos da Suzano na construção de uma fábrica de celulose em Imperatriz (MA). A unidade entra em operação no quarto trimestre deste ano. No segundo trimestre de 2012, a alavancagem da Suzano estava em 4,5 vezes.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

13 de agosto de 2013 | 09h53

A valorização de 10% do dólar no decorrer do trimestre impulsionou a dívida bruta da Suzano, que chegou a R$ 11,942 bilhões no final do segundo trimestre - alta de 7,3% em relação ao fechamento do primeiro trimestre. No mesmo período, o volume de recursos em caixa da Suzano cresceu 2,9% e atingiu a R$ 4,459 bilhões no final de junho. Dessa forma, a dívida líquida da Suzano saltou 10,1% e alcançou R$ 7,483 bilhões.

A alavancagem da Suzano não subiu ainda mais no segundo trimestre graças à alta de 37% do Ebitda ajustado na comparação com o mesmo período do ano passado. O indicador usado no cálculo do endividamento da companhia alcançou R$ 408 milhões entre abril e junho. Analistas já projetavam que o indicador de alavancagem da Suzano superaria a marca de 5 vezes a relação entre a dívida líquida e Ebitda ao final do primeiro semestre.

Os números destacados pela Suzano consideram o Ebitda ajustado, um indicador que não contempla os recursos provenientes da venda da participação da Suzano no Consórcio Capim Branco Energia, além de outros itens considerados não recorrentes. Quando considerado o Ebitda básico de R$ 515 milhões no trimestre, 72,8% maior do que o registrado no segundo trimestre de 2012, a alavancagem da companhia cairia 4,7 vezes. Abaixo, inclusive, do patamar de 5 vezes registrado ao fim de março.

A Suzano encerrou o trimestre com 92,8% da dívida bruta atrelada a vencimentos no longo prazo e 55,1% das dívidas denominadas em moeda estrangeira. O custo médio da dívida em real estava em 7,9% ao ano (a.a.) no final do segundo trimestre, contra 8,7% a.a. do primeiro trimestre, e 4,7% a.a. em dólar, contra 5,6% a.a. de março. O prazo médio da dívida consolidada fechou o trimestre em 4,7 anos.

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