Suzano fecha 3º tri com prejuízo de R$ 425,56 milhões

A Suzano Papel e Celulose anunciou hoje um prejuízo líquido de R$ 425,564 milhões no terceiro trimestre de 2011, ante lucro líquido de R$ 272,847 milhões no mesmo intervalo do ano passado, conforme o padrão contábil IFRS.

LUANA PAVANI E ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

28 de outubro de 2011 | 12h34

A fabricante de papel e celulose reportou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 261,290 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 36% sobre o registrado no mesmo período de 2010, que foi de R$ 408,014 milhões. A margem Ebitda ficou em 21,2% no terceiro trimestre, menor do que a de 35,2% no mesmo período de 2010.

A receita líquida soma R$ 1,229 bilhão de julho a setembro de 2011, 6,1% superior ao mesmo período de 2010, quando a receita era de R$ 1,158 bilhão. No terceiro trimestre de 2011, o resultado financeiro da Suzano ficou negativo em R$ 715,255 milhões, ante cifra positiva de R$ 75,102 milhões em igual intervalo de 2010.

A relação entre dívida líquida e Ebitda da empresa subiu de 3 vezes no segundo trimestre de 2011 para 4,2 vezes no terceiro, variação de 1,2 ponto porcentual. A alta se deveu ao impacto da valorização do dólar nas dívidas em moeda estrangeira da companhia, cuja meta é operar com nível de alavancagem abaixo de 3,5 vezes.

A dívida bruta da companhia oscilou de R$ 7,199 bilhões no segundo trimestre para R$ 8,250 bilhões no terceiro. O volume de recursos em caixa variou de R$ 3,002 bilhões para R$ 2,959 bilhões em igual período, a despeito da conclusão da operação de emissão de debêntures pela companhia, em um montante de R$ 1,2 bilhão. A dívida líquida oscilou de R$ 4,196 bilhões no segundo trimestre para R$ 5,291 bilhões no terceiro trimestre deste ano.

A dívida em moeda estrangeira representou 52,8% da dívida total da companhia e em moeda nacional, 47,2%, o que explica a disparada do endividamento da companhia. A dívida bruta era composta por 77,4% de vencimentos no longo prazo e 22,6% no curto prazo. O custo médio da dívida em reais era de 9,9% ao ano e em dólar, de 4,6% ao ano. O prazo médio da dívida consolidada no encerramento do trimestre era de quatro anos.

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