Suzuki ameaça entrar com arbitragem para recuperar ações detidas por Voks

Montadora japonesa pede que alemã venda de volta sua participação de quase 20% na companhia; Volkswagen, entretanto, reiterou seus planos de manter a participação

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

18 de novembro de 2011 | 15h49

A disputa sobre o destino da aliança entre a Volkswagen e a Suzuki Motor Corp está prestes a enfrentar mais de um ano de arbitragem, após a montadora japonesa dizer nesta sexta-feira, 18, que dará início aos procedimentos, a menos que a Volkswagen venda de volta sua participação de quase 20% na companhia. Às 11h20 (de Brasília), as ações da Volks subiam 0,28%.

Refletindo sua frustração com o lento progresso das discussões, a montadora japonesa anunciou que encerrou sua parceria com a Volkswagen, visto que a montadora alemã não respondeu o seu pedido por conversações de alto nível. Em resposta, a Volkswagen, que detém uma fatia de 19,89% na Suzuki, reiterou seus planos de manter a participação.

Se a Volkswagen não mudar de ideia, a Suzuki começará a arbitragem antes do tempo "em um país neutro, fora do Japão e da Alemanha", afirmou o vice-presidente-executivo da Suzuki, Yasuhito Harayama, em entrevista coletiva. Segundo ele, pode levar um ano e meio a dois anos para resolver a disputa.

A montadora japonesa disse hoje que criou um esquema para comprar de volta as ações detidas pela Volkswagen, em preparação para seu plano para dissolver a parceria. Sob o esquema, a Suzuki pode comprar de volta até 112.210.000 ações próprias, ou 20% das ações em circulação, entre 21 de novembro deste ano e 16 de novembro do próximo ano.

A Suzuki disse que venderá de volta sua participação de 1,5% da montadora alemã se ela concordar em devolver suas ações.

A Volkswagen comprou a participação na Suzuki em 2009 por cerca de € 1,7 bilhão, procurando se beneficiar da experiência da Suzuki no segmento de carros pequenos, enquanto a empresa japonesa esperava tirar proveito da tecnologia avançada de carros com consumo eficiente de combustível do parceiro econômico.

As informações são da Dow Jones.

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