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Tablet domina 28% da venda de produtos de informática

Os preços baixos e uma variedade maior de tablets no mercado brasileiro elevaram as vendas desse tipo de eletrônico nos três primeiros meses do ano. Os aparelhos já representam 27,6% dos itens de informática vendidos no Brasil, em unidades. No ano passado, os aparelhos tinham 11,5% do mercado. Em contrapartida, notebooks e computadores de mesa (desktops) continuam perdendo a preferência dos consumidores.

FILIPE SERRANO E RODRIGO PETRY, Agencia Estado

06 de junho de 2013 | 09h18

De acordo com números divulgados ontem (5) pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e pela consultoria IDC, as vendas de tablets avançaram 164% no primeiro trimestre, comparado ao mesmo período de 2012. Ao todo, 1,3 milhão de unidades foram vendidas.

Enquanto isso, as vendas de notebooks e desktops tiveram queda de 8,1%, o que revela que a tendência mundial na redução do setor também está sendo verificada no País.

Os desktops são a categoria que mais tem sentido os efeitos da mudança no perfil de consumo de itens de informática. Segundo o levantamento, as vendas dos PCs de mesa recuaram 10,9%, para 1,5 milhão de unidades. Hoje os desktops são 32,9% do mercado. Já os notebooks tiveram uma queda menor, de 9%, para 1,9 milhão de unidades, o que dá à categoria 39,5% das vendas.

Para o diretor da área de informática da Abinee, Hugo Valério, a redução na venda de computadores deve se estabilizar no futuro. ?Não sei se seria ainda neste ano, mas a gente vai observar uma mudança nesse comportamento nos próximos trimestres, com tablets crescendo um pouco menos e os notebooks também apresentando uma modificação nessa tendência?, disse.

Valério afirma que o mercado pode crescer entre 9% e 10% neste ano sobre os 12,7 milhões de unidades vendidas em 2012. A alta deve ser puxada principalmente pelos tablets. O faturamento, no entanto, deve ter um crescimento menor, afetado pela queda nos preços e a valorização do dólar, que afeta o custo dos componentes importados. ?O crescimento no faturamento tende a ser um pouco menor do que o de unidades, por volta de 8%?, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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