TAM espera triplicar lucro operacional em 5 anos--presidente

A companhia aérea TAM, que lidera osetor de aviação brasileiro, projeta um aumento superior a 50por cento em sua receita bruta em cinco anos, quando estima queo lucro operacional será três vezes maior que o atual. A projeção foi divulgada nesta quinta-feira pelo presidenteda companhia, David Barioni Neto, em palestra na CâmaraBritânica de Comércio e Indústria. Segundo ele, a TAM espera,em cinco anos, "ter uma lucratividade maior que a concorrênciae ser ainda mais competitiva em custos". Em 2007, a empresa registrou lucro operacional de 175,5milhões de reais e a receita operacional bruta somou 8,47bilhões de reais, de acordo com balanço de quarto trimestre. Às 15h02, as ações da TAM operavam em alta de 2,1 porcento, a 33,89 reais. No mesmo horário, o índice Ibovesparecuava 0,51 por cento. Para amparar a previsão de crescimento, a companhia contacom uma expansão média do mercado brasileiro de aviação de 9 a12 por cento ao ano. Mantido esse patamar de crescimento, em 20anos, a projeção da companhia é que o total de passageirostransportados no país cresça quatro vezes, para cerca de 250milhões por ano. O entrave a tal índice de crescimento será a estruturaaeroportuária em São Paulo, como salientou Barioni. "EmCongonhas não há mais como crescer e Guarulhos ainda sustentaalgum crescimento, mas somente fora dos horários de pico",disse o executivo. Por isso, ele afirmou que a companhia confia que saiam aterceira pista em Campinas e até um novo aeroporto no Estado.Barioni afirmou ter informações do ministério da Defesa de queuma terceira pista em Campinas já estaria sendo licitada. "É bom que essas coisas aconteçam logo porque 2014 estáaí", disse ele, referindo-se ao ano em que a Copa do Mundo defutebol vai se realizar no Brasil. Independente da Copa, aprojeção da TAM é que o volume de passageiros transportados em2014 já seja o dobro do atual, que é de quase 60 milhões depessoas ao ano. De acordo com o executivo, o mercado brasileiro não deixamargem hoje para que as companhias aéreas façam repasse da altanos preços dos combustíveis, que representam 35 por cento doscustos da TAM. "Vivemos um ambiente muito apertado, de extraordináriacompetição", disse ele, afirmando que os preços das tarifascaíram 35 por cento, em média, nos últimos quatro anos, comoresultado da acirrada competição e de promoções. Por isso, segundo o executivo, a empresa terá de absorveras altas com controle nos custos. Na quarta-feira, a fabricante européia de aviões Airbusafirmou que as companhias aéreas brasileiras precisarão de maisde 330 aviões com capacidade para ao menos 100 passageiros nospróximos 20 anos para lidarem com o crescimento da demanda.

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