TAM sofre prejuízo de R$ 112,7 mi no 3º trimestre

Companhia aérea reverte resultado positivo devido a perdas com operações de hedge de combustível

REUTERS

10 de novembro de 2008 | 07h36

A maior companhia aérea do País, TAM, sofreu um prejuízo de R$ 112,7 milhões no terceiro trimestre, revertendo resultado positivo de um ano antes e encerrando o trimestre com margem líquida negativa. O balanço foi pressionado por perdas com operações de hedge de combustível. A companhia, que no terceiro trimestre de 2007 teve lucro líquido de R$ 48,5 milhões, teve uma queda em sua margem de 6,2 pontos porcentuais, finalizando setembro com margem líquida negativa de 3,9%.   O balanço foi impactado por resultado financeiro negativo, no qual a companhia sofreu uma perda realizada com derivativo de combustível de tipo WTI de cerca de R$ 18,8 milhões enquanto a perda não realizada somou R$ 268,2 milhões. Com isso, o resultado financeiro que no terceiro trimestre do ano passado havia sido positivo em R$ 27,9 milhões, fechou os três meses encerrados em setembro com despesa líquida de R$ 301,5 milhões.   A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing de aeronaves (Ebitdar, na sigla em inglês) somou R$ 423,4 milhões, ante R$ 312,9 milhões obtidos um ano antes. A margem Ebitdar caiu, no entanto, de 15,2% há um ano para 14,6% no terceiro trimestre. A receita líquida no período cresceu 40,5%, para R$ 2,89 bilhões, impulsionada por frota maior e demanda em alta. Enquanto isso, o custo total dos serviços prestados e despesas operacionais subiu 36,2%, para R$ 2,7 bilhões.   A companhia informou que o custo foi impactado por aumento de combustíveis, seguro de aeronaves, pessoal, serviços prestados por terceiros e pela depreciação do real em 4,1 por cento. Somente o custo com combustíveis disparou 68,2%, para R$ 1,1 bilhão por causa de um aumento no preço médio em reais por litro de 44,2% e uma alta de 16,6% no volume consumido.   A companhia transportou no terceiro trimestre 7,8 milhões de passageiros pagantes, crescimento de 17% sobre igual período do ano passado. Enquanto isso, o número de horas voadas por aeronave por dia, medida da eficiência da operação, se manteve em 12,6 horas.   Estimativas   A TAM, que prevê finalizar o ano com uma taxa de ocupação de aeronaves de cerca de 70%, tem uma taxa acumulada no ano até setembro de 72,1%. A expectativa da empresa é que a demanda para o mercado doméstico suba entre 8% e 12% em relação a 2007, enquanto o aumento no ano está em 10,2%.   A expectativa de redução de 7% no custo, sem incluir combustível, ainda não foi atingida, tendo caído 2,2% entre janeiro e setembro. Para 2009, a empresa vê o mercado doméstico crescendo entre 5% e 9% e estima mantém a taxa de ocupação em cerca de 70%.

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