Tata Group diz que precisa racionalizar operações devido à crise

O indiano Tata Group irá racionalizar suas operações e as 96 companhias que o compõem terão que achar um modo de sustentar a si mesmas diante do forte declínio econômico, informou o presidente do grupo, Ratan Tata em uma entrevista divulgada nesta sexta-feira. Ele afirmou que espera revigorar as marcas Jaguar e Land Rover, mas o retrocesso econômico tornou a tarefa difícil. Ainda segundo o presidente, o Tata Nano, projeto de carro lançado para ser o modelo mais econômico do mundo, será um símbolo do orgulho indiano. "O que eu disse é que é um momento difícil, provavelmente o mais difícil que já tivemos em nossas vidas e nós precisamos ter o espírito para enfrentar, se adaptar ao evidente sofrimento e racionalizar nossas operações para que possamos sustentar a nós mesmos durante este complicado período", afirmou Tata à emissora NDTV Profit. As 96 companhias que integram o Tata Group são a Tata Consultancy Services, de serviços de tecnologia, a Tata Steel, sexta maior siderúrgica mundial, e a Tata Motors, principal fabricante de carros do país. "Cada companhia terá que achar o próprio meio de sustentação, seja através da redução da capacidade ou mudando o modo como fazem negócios. Cada uma terá que examinar criticamente o que têm a fazer e eu ordenei que cada uma delas nos apresente um plano", declarou o presidente do grupo. Em 2007 e 2008, o Tata Group conduziu a expansão corporativa internacional da Índia. A compra da siderúrgica Corus pela Tata Steel em 2007 foi a maior aquisição indiana, e em 2008 a Tata Motors comprou as luxuosas marcas Jaguar e Land Rover. Mas a restrição de crédito afetou a capacidade da Tata Motors para financiar cerca de 2 bilhões a 3 bilhões de dólares em empréstimos tomados para viabilizar a compra. "Eles ficaram disponíveis para venda e nós estávamos com os olhos abertos. As companhias estavam na ponta da recuperação, e se não fosse por esse declínio, nós teríamos tido um desempenho realmente bom", disse o Tata Group. (Por Prashant Mehra e Janaki Krishnan)

REUTERS

20 de fevereiro de 2009 | 12h38

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