Taxa de desemprego cai para 5,2% em outubro, diz IBGE

A taxa de outubro foi a mais baixa para o mês desde o início da série histórica, em 2002, e a mais baixa do ano

Daniela Amorim, da Agência Estado,

21 de novembro de 2013 | 09h01

RIO - A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 5,2% em outubro. Em setembro, a taxa foi de 5,4%. A taxa de outubro foi a mais baixa para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, em 2002, e a mais baixa do ano.

No entanto, o IBGE considerou que não houve variação estatisticamente significativa nem em relação a setembro, nem na comparação com outubro do ano passado. Em outubro de 2012, a taxa de desemprego foi de 5,3%.

O resultado veio no piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado (de 5,2% a 5,6%), com mediana de 5,3%.

O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação de -0,1% em outubro ante setembro e aumento de 1,8% na comparação com outubro de 2012. 

A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 45,1 bilhões em outubro, montante considerável estável ante setembro. Na comparação com outubro de 2012, a massa cresceu 1,4%. A massa de renda habitual não considera bonificações e extras no salário.

Já a massa de renda real efetiva, com os extras e descontos, totalizou R$ 45 bilhões em setembro, uma alta de 0,5% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2012, houve aumento de 1,2% na massa de renda efetiva. O rendimento médio real dos trabalhadores em outubro foi de R$ 1.917,30, contra R$ 1.919,82 em setembro.

Desocupação. A população desocupada diminuiu 4,4% em outubro ante setembro, para 1,27 milhão de pessoas. O resultado equivale a 58 mil pessoas a menos em busca de trabalho. Na comparação com outubro de 2012, a população desocupada caiu 3,3%, o mesmo que 44 mil pessoas a menos à procura de emprego.

Em relação a setembro, houve ligeiro aumento na população ocupada, de 0,4%, o equivalente a 85 mil vagas a mais. No entanto, em relação a outubro de 2012, houve extinção de 87 mil vagas, com queda de 0,4% na população ocupada.

População economicamente ativa. O aumento de 3,5% na população não economicamente ativa em outubro, em relação ao mesmo período de 2012, foi puxado pelo crescimento no número de jovens que não teve interesse em buscar trabalho, segundo Adriana Beringuy, pesquisadora da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. O montante equivale à entrada de 623 mil pessoas na inatividade no País.

A Pesquisa Mensal de Emprego identificou 18,434 milhões de pessoas não economicamente ativas em outubro. De acordo com o instituto, não houve aumento no desalento. A maioria das pessoas que entraram na inatividade é de jovens que não trabalham, nem estudam, nem procuram emprego.

"Houve aumento no número de pessoas que não gostaria de trabalhar: pessoas que não trabalham, não querem trabalhar, não procuraram trabalho. A população que quer trabalhar e estava disponível caso aparecesse trabalho não aumentou, até diminuiu. Então não é desalento", afirmou Adriana.

O IBGE verificou que boa parte da população inativa é composta por jovens na faixa entre 18 e 24 anos. "A população inativa é, sobretudo, composta por jovens e idosos. Não trabalha, não estuda e não procura. Tem boa parte dessa população com idade de 18 a 24 anos, mas não posso atribuir isso (o aumento na inatividade) integralmente a esse contingente de jovens. A gente sabe que a taxa de desemprego é maior entre eles", ressaltou.

Segundo Adriana, o tempo de procura por trabalho nessa faixa etária é maior do que o da população como um todo, porque há muita rotatividade. Os jovens apresentam menos empregabilidade fixa. A técnica do IBGE também faz a ressalva de que a pesquisa computa como inativos os jovens que estudam em cursos pré-vestibulares e alguns cursos de pós-graduação, chamados de MBA.

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