Taxa de desemprego é a menor para maio em nove anos, diz IBGE

Desemprego em 6 regiões metropolitanas ficou estável em 6,4%; em relação a maio de 2010, taxa recuou 1,1 p.p.

Daniela Amorim, da Agência Estado,

22 de junho de 2011 | 09h04

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou estável em maio, em 6,4%, na mesma variação apurada em abril. Esta é a menor taxa para o mês de maio desde o início da série, em março de 2002. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de 6,20% a 6,90%, e em cima da mediana projetada, de 6,40%%.

Já o rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação positiva de 1,1% em maio ante abril e aumento de 4,0% na comparação com maio do ano passado.

Rendimento real

A Pesquisa Mensal de Emprego mostrou que a massa de rendimento real habitual foi de R$ 35,5 bilhões em maio, 1,6% acima da registrada em abril e 6,6% maior do que a de maio de 2010.

Já a massa de rendimento real efetivo dos ocupados, de R$ 35,3 bilhões, subiu 1,5% em abril ante março, e 6,9% na comparação com abril do ano passado. Este dado sempre se refere ao mês anterior ao da divulgação da Pesquisa Mensal de Emprego.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados no País foi de R$ 1.566,70 em maio, o valor mais alto para o mês desde 2002. A alta foi de 1,1% na comparação com abril e de 4,0% frente a maio do ano passado.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Ocupação

O nível da ocupação, proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa, foi estimado em 53,6% no total das seis regiões da pesquisa. Houve estabilidade em relação ao nível registrado em abril, mas a ocupação teve uma elevação de 0,6 ponto porcentual na comparação com maio de 2010.

Na comparação com abril, todas as regiões mantiveram estabilidade em maio no nível de ocupação, com exceção de Belo Horizonte, onde o indicador passou de 56,7% em abril para 57,6% em maio.

"Há um crescimento da população ocupada e a gente percebe que esse crescimento é positivo. Embora seja estável, ele está sempre devagar indo à frente. Está crescendo gradativamente de janeiro para cá", disse o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. "O mercado de trabalho está crescendo acima do crescimento vegetativo. Está entrando mais gente no mercado de trabalho do que está nascendo".

Em relação a maio de 2010, o nível de ocupação subiu em Porto Alegre (de 52,9% para 55,3%) e Recife (45,8% para 47,6%), mas recuou em Salvador (51,5% para 49,9%).

O nível de ocupação manteve-se estável em todas as atividades, na passagem de abril para maio, exceto no grupamento "outros serviços", em que registrou queda de 2,9%. No confronto anual, houve aumento de 5,2% no contingente de trabalhadores do Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis, e de 5,0% no de Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira. 

Cidades

A taxa de desemprego registrou variação significativa em maio em duas regiões metropolitanas. Em Belo Horizonte, a taxa de desocupação saiu de 5,3% em abril para 4,7% em maio. Já em um movimento contrário, o desemprego aumentou no Rio de Janeiro, passando de 4,8% para 5,4%, no mesmo período.

Já em relação a maio de 2010, foram registradas quedas no desemprego em Recife (2,9 pontos percentuais), Salvador (1,5 ponto porcentual), Belo Horizonte (1,1 ponto porcentual), Rio de Janeiro (0,9 ponto porcentual) e São Paulo (1,1 ponto porcentual). Em Porto Alegre ocorreu estabilidade na taxa de desocupação, nessa base de comparação. 

 

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