Taxa de desemprego em outubro fica em 5,3%, a mais baixa em 10 anos

Nas seis regiões metropolitanas do País pesquisadas pelo IBGE, taxa de desemprego foi a menor para os meses de outubro desde o início da série histórica; São Paulo puxou redução

Daniela Amorim, da Agência Estado,

22 de novembro de 2012 | 09h20

RIO - A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 5,3% em outubro.

Foi a taxa mais baixa para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, em 2002. Em setembro, a taxa de desemprego tinha ficado em 5,4%. A queda na taxa de desocupação no País na passagem de setembro para outubro foi puxada pela redução na taxa de desemprego em São Paulo, de 6,5% para 5,9% no mesmo período.

O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação positiva de 0,3% em outubro ante setembro e aumento de 4,6% na comparação com outubro de 2011.

Regiões metropolitanas

Entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas, a taxa de desemprego aumentou em quatro: Recife (de 5,7% em setembro para 6,7% em outubro), Salvador (de 6,2% para 7,0%), Rio de Janeiro (de 4,4% para 4,6%) e Porto Alegre (de 3,6% para 3,9%). Além de São Paulo, houve ligeira redução na taxa apenas em Belo Horizonte (de 4,0% para 3,9%, no mesmo período).

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, é normal que o número de pessoas procurando trabalho aumente em algumas regiões nessa época do ano. "Em outubro, você sente já alguma modificação no mercado de trabalho, pode ter aumento de desocupação em algumas regiões por causa das pessoas tomando providências para entrar nesse processo de contratação de temporários. É muito comum ter universitários e pessoas que geralmente não trabalham em busca de emprego."

Recife

Embora o aumento no número de pessoas em busca de trabalho temporário afete a taxa de desemprego total, houve também dispensa de trabalhadores, sobretudo no Recife. Nessa região metropolitana, houve um aumento de 17,9% no total de desempregados, o equivalente a 18 mil pessoas a mais em busca de trabalho. Mas também foi registrada uma redução de 1,2% na população ocupada, um corte de 19 mil vagas.

"O único dado que é diferente do esperado nessa divulgação é o dado de Recife. Houve aumento na desocupação, que não era esperado. Esperávamos pelo menos uma estabilidade. Mas o mercado (de trabalho) lá botou gente para fora", disse Azeredo. O coordenador do IBGE disse que não há evidências na pesquisa que expliquem o movimento, mas afirmou que o peso da região metropolitana de Recife na pesquisa é pequeno. "Precisamos esperar os próximos resultados para ver o que está acontecendo por lá", declarou.

Renda

A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 42,2 bilhões em outubro, um aumento de 1,6% em relação a setembro. Na comparação com outubro de 2011, a massa cresceu 7,9%.

A massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou também R$ 42,2 bilhões em setembro, uma alta de 1,6% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2011, houve aumento de 8,6% na massa de renda efetiva. O rendimento médio real dos trabalhadores em outubro foi de R$ 1.787,70, contra R$ 1.782,68 em setembro.

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