Taxa de desemprego na região metropolitana de SP recua para 10,1%

Dados são da pesquisa de emprego e desemprego (PED) realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

27 de janeiro de 2011 | 10h14

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu para 10,1% em dezembro ante uma variação de 10,7% em novembro na proporção da população economicamente ativa (PEA), que no último mês de 2010 atingiu 10,7 milhões de pessoas. Os dados são da pesquisa de emprego e desemprego (PED) realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese.

Esse índice de desemprego em dezembro reflete a redução da taxa de desemprego aberta (pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva nos últimos 30 dias anteriores ao da pesquisa, que não exerceram nenhum trabalho nos últimos sete dias), de 8,1% para 7,4%. O índice reflete também estabilidade da taxa de desemprego oculto (pessoas que realizam algum trabalho remunerado eventual de alta ocupação, ou seja, sem qualquer perspectiva de continuidade e previsibilidade, ou realizam trabalho não remunerado em ajuda de negócios de parentes, mas que procuraram mudar de trabalho nos 30 dias anteriores da pesquisa), de 2,6% para 2,7%.

De acordo com a PED, em dezembro, o contingente de desempregados foi estimado 1,088 milhão de pessoas, 62 mil a menos que em novembro. Foram criados 91 mil ocupações, número superior ao de pessoas que passaram a fazer parte do mercado de trabalho regional, de 29 mil trabalhadores.

Entre outubro e novembro do ano passado, os rendimentos médios reais dos ocupados caíram 0,9% e a dos assalariados, -1,1%. Em valores, os rendimentos médios dos ocupados passaram a equivaler a R$ 1.526 e dos assalariados, a R$ 1.531. A massa de rendimento dos ocupados decresceu 0,8% de outubro para novembro devido à redução do rendimento médio, enquanto a dos assalariados variou positivamente 0,5% como resultado da elevação do nível de emprego, que mais que compensou a redução do salário médio.

No acumulado de 2010, a taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu para 11,9%, de 13,8% registrado em 2009. Com isso, o desemprego anual retomou sua trajetória de declínio iniciada em 2004 e interrompida em 2009. De acordo com o Seade/Dieese, essa é a menor taxa de desemprego anual desde 1992. No ano em análise (2010), reduziram-se as taxas de desemprego aberto, de 9,9% para 8,8%, e o oculto, de 3,9% para 3,1%.

Os rendimentos médios reais dos ocupados em 2010 cresceu 5% e a dos assalariados 2,7%, passando a equivaler a R$ 1.422 e R$ 1.451, respectivamente. Em 2010 também foram elevados os rendimentos dos empregadores (10,7%), dos autônomos (6,3%) e dos empregados domésticos (5,7%).

A massa de rendimentos reais dos ocupados cresceu 8,8% e retomou a trajetória de crescimento iniciada em 2004 e interrompida no ano passado. Isso foi resultado do nível de ocupação e, fato até agora inédito na década, do rendimento médio. A massa salarial cresceu 8,8%, principalmente devido à elevação do nível de emprego e, em menor proporção, do salário médio.

Regiões metropolitanas

A PED de sete regiões metropolitanas no País diminuiu de 10,6% em novembro para 10,1% em dezembro de 2010. De acordo com a pesquisa, esse resultado refletiu a redução da taxa de desemprego aberto, de 7,7% para 7,2%, e a relativa estabilidade da taxa de desemprego oculto, de 2,9% para 2,8%.

O nível de ocupação nessas regiões (Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) cresceu 0,6%. Foram criadas 124 mil ocupações e houve estabilidade da população economicamente ativa (PEA) - ingresso de 3 mil pessoas - o que resultou na saída de 121 mil pessoas da situação de desemprego.

O total de ocupados nas sete regiões pesquisadas foi estimado em 19,950 milhões de pessoas e a PEA, em 22,184 milhões. A taxa de desemprego total reduziu-se em quase todas as regiões pesquisadas, com destaque para Salvador e Porto Alegre, com variações de 13,8% em dezembro ante 14,8% em novembro na capital baiana e 7,2% ante 7,7% na capital gaúcha. A exceção segundo a PED foi em Fortaleza, onde a taxa permaneceu estável em 8,3% em dezembro.

No acumulado de 2010, a taxa de desemprego diminuiu para 11,9% nas sete regiões pesquisadas ante uma taxa de 14% em 2009. Esse resultado engloba a redução das taxas de desemprego aberto (de 9,7% para 8,5%) e oculto (de 4,3% para 3,4%). Entre 2009 e 2010, o nível de ocupação no conjunto das regiões cresceu 4,1%, desempenho positivo observado em todas as regiões pesquisadas. Em Recife, a taxa foi de 7,1%, Salvador de 5,9%, Fortaleza de 5,5%, Distrito Federal de 4,2%, São Paulo de 4,1%, Porto Alegre de 3,4% e Belo Horizonte de 0,6%.

Em 2010, no conjunto das regiões pesquisadas, aumentaram os rendimentos médios reais dos ocupados (4,4%) e da parcela assalariada em 2,3%. Seus valores monetários passaram a R$ 1.326 e R$ 1.384, respectivamente. Entre as regiões pesquisadas o rendimento médio real dos ocupados aumentou em Recife (11,9% para R$ 887), São Paulo (5%, R$ 1.422), Salvador (4,8%, R$ 1.082), Belo Horizonte (4,5%, R$ 1.360), Porto Alegre (4,1%, R$ 1.340) e, em menor medida, o Distrito Federal (1%, R$ 1.990) e Fortaleza (0,8%, R$ 849).

Entre 2009 e 2010, no conjunto das regiões pesquisadas, as massas de rendimentos reais de ocupados e assalariados cresceram 8,4% e 8,6% respectivamente. Em ambos os casos, como resultado de aumentos do nível de emprego e do rendimento médio real.

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