Taxa de desemprego na zona do euro atinge recorde de 11,3% em julho

Dentro do bloco, disparidades mostram o perfil da crise: enquanto na Áustria o desemprego ficou em 4,5%, a Espanha teve taxa 25,1% 

Danielle Chaves e Sergio Caldas, da Agência Estado,

31 de agosto de 2012 | 08h40

LONDRES - O número de pessoas sem trabalho na zona do euro aumentou mais em julho e atingiu um novo recorde, destacando o impacto que a crise de dívida da região está tendo sobre a economia e sugerindo que uma recuperação ainda está longe. Segundo dados da Eurostat, 18 milhões de pessoas estavam desempregadas em julho, um aumento de 88 mil em relação a junho e o maior total desde o início da série, em janeiro de 1995.

Com a alta, a taxa de desemprego atingiu 11,3% da força de trabalho, em linha com a previsão dos economistas consultados pela Dow Jones. Os dados de junho foram revisados para mostrar taxa de desemprego também de 11,3%, em vez de 11,2% como calculado inicialmente.

A pesquisa da Eurostat evidenciou as grandes diferenças entre os países membros da zona do euro, o que é uma das razões da crise. A taxa de desemprego na Áustria ficou em 4,5% em julho, enquanto na Espanha ficou em 25,1%.

Itália

A taxa de desemprego da Itália em julho se manteve estável em 10,7%, o nível mais alto desde janeiro de 2004, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Istat). Já a taxa de junho foi revisada para baixo, de 10,8% para 10,7%. Os dados consideram fatores sazonais.

O número de pessoas empregadas na Itália caiu 0,1% em julho ante o mês anterior, para 2,76 milhões, informou o Istat. Entre pessoas com idades entre 15 e 24 anos, a taxa de desemprego avançou para 35,3% em julho, de 33,9% em junho.

No segundo trimestre, a taxa de desemprego subiu para 10,5%, de 7,8% no mesmo período do ano passado, atingindo o maior nível desde o segundo trimestre de 1999, de acordo com o Istat.

O governo italiano recentemente aprovou no Parlamento um proposta de reforma trabalhista que torna mais pessoas aptas a receber seguro-desemprego. As informações são da Dow Jones.

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