Taxa de desemprego se mantém em 5,8% em maio

Estabilidade foi a primeira na comparação anual desde dezembro de 2009 e sinaliza desaceleração na criação de postos de trabalho; rendimento do trabalhador caiu 0,3% no mês

Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

20 de junho de 2013 | 09h20

RIO - A taxa de desemprego das seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 5,8% em maio, no mesmo nível da taxa registrada em abril deste ano e em maio do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, em maio foi registrada a primeira estabilidade na taxa de desemprego na comparação anual desde dezembro de 2009. O gerente da Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azevedo considera preocupante a desaceleração no ritmo de crescimento dos postos de trabalho no país. 

Segundo ele, o momento do mercado de trabalho hoje é de grande expectativa para saber quando virá o ponto de inflexão da economia este ano. Em 2012, lembrou o gerente, a economia reagiu mais rápido, em abril já tinha sinais de recuperação da atividade.

"Todas as vezes que tem mudança no ritmo do mercado de trabalho isso é preocupante", disse. E completou: "O ritmo de queda da taxa de desemprego deixa muito a desejar entre 2012 e 2013 em relação a evolução registrada entre 2011 e 2012."

Outro dado negativo veio do número de trabalhadores com carteira assinada. O contingente cresceu em 206 mil postos em maio, entretanto, Azevedo alerta que houve uma forte desaceleração no ritmo de crescimento de vagas com carteira assinada. Os dados do BGE mostram que o número ficou estável na comparação maio frente o mesmo período do ano passado. Já entre maio de 2011-2012, o incremento foi de 3,9%, entre 2011-2010, a alta foi de 6,7%.

Rendimento cai

O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação negativa de 0,3% em maio ante abril, mas aumento de 1,4% na comparação com maio do ano passado.

A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 43, 3 bilhões em maio, estável em relação abril. Na comparação com maio de 2012, a massa cresceu 1,5%.

Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 43 bilhões em abril, estável em relação ao mês anterior. Na comparação com abril de 2012, houve aumento de 2,1% na massa de renda efetiva. O rendimento médio do trabalhador foi de R$ 1.863,60 em maio, após ter sido de R$ 1.869,87 em abril.

A inflação e a falta de dinamismo da economia brasileira estão impedindo aumento da renda dos trabalhadores. Segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Cimar Azevedo, o rendimento ficou estatisticamente estável entre março e maio, com variações mensais entre 0% e -0,30%, o que está dentro da margem de erro.

"O rendimento tem avanço, mas não no mesmo ritmo que apresentava anteriormente", disse Azevedo, ponderando que a média dos rendimentos dos trabalhadores nos cinco primeiros de meses continua positiva, sendo 1,7% acima do patamar registrado no mesmo período do ano passado.

Taxa de ocupação

A taxa de ocupação da população brasileira registrou em maio a segunda queda anual, para 53,8%, dos 54,2% registrados em maio do ano passado.

Apesar dessa queda, o gerente da pesquisa do instituto, Cimar Azevedo, lembra que a media da taxa de ocupação nos primeiros cinco meses de 2013 ainda é ligeiramente mais alta do que a apurado no igual período do ano passado.

"A média ainda não está menor, mas, já está trabalhando em um ritmo menor", afirmou. Segundo ele, o mercado de trabalho vem perdendo força, com uma desaceleração no aumento do número de postos de trabalho.

"Esse não é um dado positivo", alertou. Para Azevedo, a abertura de novas vagas no país não tem conseguido crescer no mesmo ritmo do crescimento da população.

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