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Taxa de desocupados no País cai para 6,8% no 2º trimestre, indica pesquisa do IBGE

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD contínua) aponta que nível de ocupação permaneceu estável em comparação ao primeiro trimestre e também em comparação ao mesmo período do ano passado

O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2014 | 09h09

RIO - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,8% no segundo trimestre de 2014, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta quinta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é menor do que o verificado em igual trimestre de 2013, quando a taxa de desemprego foi de 7,4%. No primeiro trimestre de 2014, a taxa tinha sido de 7,1%.

A população desocupada no total do Brasil somava 6,8 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2014, montante menor que o verificado no trimestre imediatamente anterior, quando totalizava 7,0 milhões de indivíduos. No segundo trimestre de 2013, a população desocupada havia somado 7,3 milhões de pessoas.

Os dados sobre a população ocupada mostram que 92,1 milhões de pessoas tinham alguma ocupação no segundo trimestre de 2014, contra os 91,2 milhões verificados no trimestre imediatamente anterior. No segundo trimestre de 2013, a população ocupada somava 90,6 milhões de pessoas. 

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar uma taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa substituirá a partir de 2015 a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano. 

No segundo trimestre deste ano, 78,1% dos empregados do setor privado no País possuíam carteira de trabalho assinada, segundo os dados da Pnad Contínua. O resultado representa um avanço de 1,7 ponto porcentual no total de empregados formais em relação ao segundo trimestre de 2013, quando essa fatia era de 76,4%.

As regiões Norte (65,6%) e Nordeste (63,7%) ainda mostraram os menores porcentuais de formalização. No entanto, houve avanço no período de um ano em todas as regiões, exceto no Centro-Oeste, onde a fatia de formais teve ligeiro recuo de 77,4% no segundo trimestre de 2013 para 77,3% no segundo trimestre deste ano. No Sudeste, o total de empregados formais no segundo trimestre de 2014 foi de 83,2%; no Sul, de 85,6%.

Desocupação por região. A taxa de desemprego recuou em todas as regiões do país no segundo trimestre do ano. Os resultados também foram menores para todas as regiões em relação ao mesmo período de 2013. O Nordeste ainda apresentou o maior resultado, uma taxa de desocupação de 8,8%, mas recuou em relação ao trimestre imediatamente anterior (9,3%) e ante o segundo trimestre de 2013 (10,0%). O Sul teve a menor taxa de desemprego do País, de 4,1%, resultado menor que os 4,3% registrados no primeiro trimestre do ano, mesmo resultado do segundo trimestre de 2013 (4,3%).

No Sudeste, a taxa de desemprego foi de 6,9% no segundo trimestre, ante 7,0% no primeiro trimestre do ano e 7,2% no segundo trimestre de 2013. No Norte, a taxa ficou em 7,2% no segundo trimestre de 2014, ante 7,7% no primeiro trimestre e 8,3% no segundo trimestre do ano passado. No Centro-Oeste, a taxa de desocupação foi de 5,6% no segundo trimestre, ante 5,8% no primeiro trimestre de 2014 e 6,0% no segundo trimestre do ano passado. 

Definição de 'desocupados' na metodologia do IBGE:

 

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