Taxa de fecundidade é maior para mulheres com menor nível de instrução, diz IBGE

Segundo IBGE, está havendo um declínio da fecundidade nas últimas décadas em todas as regiões e em todos os grupos sociais

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

17 de setembro de 2010 | 10h22

A taxa de fecundidade total (número médio de filhos que uma mulher teria ao final do seu período fértil) foi de 1,94 em 2009, sendo que, entre as Unidades da Federação, as menores taxas estavam no Rio de Janeiro (1,63) e Minas Gerais (1,67), enquanto o Acre (2,96) e Amapá (2,87) apresentavam os maiores patamares.

Segundo a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE, "o declínio da fecundidade vem ocorrendo nas últimas décadas em todas as regiões e em todos os grupos sociais, independentemente da renda, cor e nível". O estudo mostra que a escolaridade "é um dos condicionantes do comportamento da fecundidade feminina". Para o País como um todo, as mulheres com até 7 anos de estudo tinham, em média, 3,19 filhos, enquanto o número de filhos das mulheres com 8 anos ou mais de estudo era 1,68. A idade média com que as mulheres têm filhos também se diferenciava pela instrução: entre aquelas com menos de 7 anos de estudo, a média era de 25,2 anos. Entre as que tinham 8 anos ou mais de escolaridade, a idade média era 27,8, uma diferença de 2,6 anos.

A Síntese revelou ainda que, em 2009, havia cerca de 21 milhões de idosos no País e, entre 1999 e 2009, o porcentual das pessoas com 60 anos ou mais de idade no conjunto da população passou de 9,1% para 11,3%. Nessa faixa etária, as mulheres eram maioria (55,8%), assim como os brancos (55,4%). 

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