Taxas de desconto da Redecard ficarão estáveis no ano

As taxas de desconto a lojistas, as chamadas MDRs, devem manter o nível de estabilidade em 2011, na opinião do presidente da Redecard, Claudio Yamaguti. "As MDRs estão resilientes e devem permanecer nos níveis atuais", destacou o executivo em conversa com jornalistas para comentar o balanço do terceiro trimestre do grupo, divulgado ontem.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

27 de outubro de 2011 | 11h57

No período, a taxa líquida de desconto cobrada pela Redecard baixou de 1,15% na receita de crédito depois das parcerias feitas com bancos para 1,14%. Nas operações de débito, o comportamento foi semelhante, passando de 0,74% para 0,73%.

De acordo com Marcelo Kopel, CFO da Redecard, a redução no trimestre é resultado de um mix de venda mais favorável no segundo semestre do ano. "As taxas de desconto começaram a cair por conta da abertura de mercado, no ano passado. Hoje, a velocidade de recuo está menor e a tendência é de estabilidade".

Os aluguéis dos terminais de ponto de vendas (POS) da Redecard não devem cair, embora o grupo venha mantendo constantemente negociações com os lojistas. Segundo o presidente da Redecard, Claudio Yamaguti, máquinas mais modernas devem permitir a manutenção do valor cobrado. "Elas tendem a proteger o aluguel cobrado pelos POS".

Segundo balanço divulgado ontem pela Redecard, o preço médio do aluguel foi de R$ 56,82 no terceiro trimestre deste ano, recuo de 10,6% perante o mesmo intervalo de 2010. A queda, explica a empresa, se deve à maturação de medidas de negociação e fidelização com estabelecimentos e mudança na política de isenções após a abertura do mercado.

A receita gerada pelo aluguel de máquinas também foi menor. No terceiro trimestre de 2011, essa fonte proporcionou ganho de R$ 188,7 milhões à Redecard, representando queda de R$ 16,5 milhões ou o equivalente a 8% perante o mesmo intervalo do ano passado.

De acordo com Yamaguti, há uma troca constante de máquinas conforme o avanço da tecnologia, que acontece a cada três anos. "Hoje temos equipamentos mais modernos do que no mercado pré-abertura. Além de serem sem fio e touchscreen, essas máquinas fazem um número 50% maior de transações e geram 30% mais de valor ao lojista", garantiu o executivo.

Apesar da abertura do mercado de cartões ter permitido a passagem das várias bandeiras em um mesmo equipamento, os lojistas ainda preferem manter mais de uma máquina. "Esse foi um dos fenômenos com a abertura do mercado. É uma questão de uso e costume. Até agora, os lojistas preferiram manter dois POS", disse o presidente da Redecard.

Segundo ele, isso pode mudar a partir do uso de máquinas mais modernas e funcionais. Atualmente, os terminais da Redecard aceitam 26 bandeiras, número que cresceu desde a abertura do mercado, incluindo marcas como Visa, China Union Pay, Hipercard, entre outras. R

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