TCU adia votação que pode incluir Graça Foster em processo sobre Pasadena

O Tribunal de Contas da União (TCU) adiou a votação de uma decisão que pode incluir a presidente da Petrobras <PETR4.SA>, Maria das Graças Foster, no processo que investiga possíveis irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

REUTERS

06 de agosto de 2014 | 17h47

A questão, que seria votada nesta quarta-feira, foi retirada da pauta. Entretanto, o ministro relator do processo, José Jorge, leu o seu voto defendendo a inclusão da executiva, retificando uma informação incluída em relatório já aprovado pelo TCU.

Isso porque ele decidiu incluir em seu relatório os executivos que integravam a diretoria no momento de uma decisão de uma câmara arbitral, que supostamente teria gerado perdas para a Petrobras.

O relator submeteu ao plenário a proposta de substituição de Ildo Sauer por Graça Foster, substituindo também o ex-executivo Nestor Cerveró por Jorge Luiz Zelada.

"Ildo Luis Sauer e Nestor Cuñat Cerveró não eram membros da Diretoria Executiva à época, haja vista que o laudo arbitral foi proferido em 10/04/2009 e confirmado em 03/06/2009", afirmou José Jorge na leitura de seu voto.

Cerveró, no entanto, foi diretor da área internacional da Petrobras quando o Conselho de Administração aprovou a compra de metade da refinaria, em 2006.

Após uma divergência entre a Petrobras e sua sócia, a belga Astra, o caso foi parar em uma câmara arbitral, e a estatal teve que desembolsar 1,25 bilhão de dólares ao todo por Pasadena --inicialmente havia pago 360 milhões de dólares.

No último dia 23, ministros do TCU aprovaram, por unanimidade, texto do ministro que cobra explicações de executivos à época pelo negócio. [nL2N0PY2MG]

O tribunal poderá condenar os envolvidos a pagar quase 800 milhões de dólares à estatal, a título de ressarcimento.

A Petrobras afirmou anteriormente que assegurará a defesa dos seus ex-gestores e atuais em processo no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a polêmica compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, pela estatal. [nL2N0PZ2AV]

(Por Marta Nogueira)

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