Técnicos do IBGE se reúnem com economistas para falar de pesquisa industrial

De acordo com o convite enviado aos analistas, o seminário tratará da reformulação da PIM - Produção Física do IBGE 

Maria Regina Silva, da Agência Estado,

15 de abril de 2014 | 10h37

Economistas do mercado financeiro estão reunidos nesta terça-feira, 15, com técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na capital paulista, para sanar dúvidas sobre a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) reformulada, que passará a ser divulgada em maio.  

A reunião ocorre em meio a uma crise no IBGE. No dia anterior, os técnicos do IBGE defenderam a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Na quinta-feira, a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, anunciou que a próxima divulgação da Pnad Contínua, prevista para junho, estava suspensa até o ano que vem, para que pudessem ser feitas mudanças na metodologia da pesquisa. A mudança havia sido solicitada pelos senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Armando Monteiro Neto (PTB-PE), com o argumento de que havia uma diferença no cálculo da renda per capita entre os Estados que poderia suscitar questionamentos jurídicos na hora da divisão do FPE.  

De acordo com o convite enviado aos analistas, o seminário de hoje tratará da reformulação da PIM - Produção Física do IBGE, que em breve iniciará a divulgação dos índices, considerando a versão 2.0 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE e a atualização da estrutura de ponderações, amostra de produtos e informantes. Atualmente, a pesquisa tem como referência a CNAE 1.0. A mudança promoverá alteração nas nomenclaturas e inclusão de produtos não cobertos pelo levantamento.

Os profissionais do Rio de Janeiro se encontraram na segunda-feira, 14, com os técnicos do IBGE. Segundo um dos participantes do encontro, a reunião foi totalmente "técnica" e serviu para esclarecer dúvidas ainda não compreensíveis pelo mercado sobre a reestruturação da PIM, como a atualização dos setores conforme a CNAE 2.0 e a divulgação da série retroativa da pesquisa até 2002.

Segundo uma fonte ouvida pelo Broadcast, serviço de informações da Agência Estado, um ponto que ainda não era conhecido em relação à mudança é que o item smartphones terá categoria própria. "Tablets e Bio Combustíveis também serão incluídos, mas de forma separada. Ainda informaram que haverá mais uma categoria, a de Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas, relacionada à indústria naval", disse o economista.

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