Técnicos iniciam levantamento de obras de arte da mansão de Cid Ferreira

Propriedade do ex-dono do Banco Santos tem 4 mil obras espalhadas pelas paredes e estantes

Paula Pacheco, de O Estado de S. Paulo,

26 de janeiro de 2011 | 19h37

Esta quarta-feira, 26, foi o primeiro dia de trabalho da equipe de arquitetos e técnicos que farão o levantamento das obras de arte espalhadas pelas paredes e estantes da mansão de 4 mil metros quadrados de Edemar Cid Ferreira, ex-dono do Banco Santos, quebrado em 2004. A propriedade está localizada no bairro do Morumbi, zona sul da capital paulista.

 

Dois funcionários do escritório do italiano Alberto Sauro fizeram primeiramente a identificação visual das obras, para depois encontrá-las em uma listagem de 4 mil itens, todos listados pela Justiça.

Apesar de Edemar, despejado pela Justiça na última quinta-feira, ter vivido na casa sob os cuidados de quatro funcionários, alguns detalhes revelam a falta de cuidado, como a infiltração em uma das paredes e nas pastilhas de um mosaico onde fica o heliporto da mansão. Parte do jardim está descuidado, com grama por aparar. Na garagem do ex-milionário, observa-se apenas um Citroën modelo C3 de um dos funcionários que ajuda a investigar as despesas para a construção da mansão, para onde foram despejados cerca de R$ 140 milhões.

Mas o que vale mesmo são as 4 mil obras de arte que ainda estão na mansão. A preferência de Edemar é por fotografias de artistas modernos, como Helmut Newton e David Lachapele. Há uma sala só de livros antigos e cartas de nomes como Julio Verne e Albert Sabin. Na suíte do ex-bilionário, há sete quadros da última série de fotos de Marilyn Monroe feitas por Bert Stern.

 

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