Tecnologia vai impulsionar crescimento no segmento educacional

Uso de sistemas e dispositivos vai incrementar os serviços online e melhorar experiência do aluno

Bruno de Oliveira, especial para O Estado

06 Abril 2015 | 07h12

 

2015 é o ano em que serão sentidos os efeitos da crise, que começou em 2014, em diversos setores. No entanto, existem oportunidades e o segmento educacional é apontado por especialistas como um mercado que pode ajudar o empreendedor a sair do tempo de crise com menos danos que outros.

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Para se dar bem no setor de educação, o caminho passa pelo uso de novas tecnologias no serviço que vem se mostrando promissor e lucrativo, que é o ensino a distância. Para oferecer conteúdo pela internet, seja ele treinamento corporativo ou aulas, os pequenos e médios negócios que atuam nesta seara devem apostar em novas ferramentas de distribuição de material.

O que há de novo no mercado para impulsionar negócios ligados a educação online são os sistemas que customizam o modelo de ensino remoto ao aluno, o uso de games com o objetivo educacional, por exemplo.

No entanto, para João Mattar, coordenador do curso de Tecnologias Educacionais da Universidade Anhembi Morumbi, antes de planejar o negócio - e na aquisição de ferramentas de TI - é preciso criar metodologias de ensino inovadoras que utilizem a tecnologia como estrutura, e não o contrário.

"O espaço de sala de aula precisa ser repensado e novas práticas pedagógicas baseadas no uso da tecnologia devem ser criadas para que haja um casamento perfeito entre o conteúdo e sua transmissão ao aluno. O método vem antes da ferramenta", detalha Mattar.

O docente explica que hoje existe um "indústria de TI preocupada" em atender o segmento de educação, uma vez que perceberam que a demanda por ensino e treinamento tem crescido no Brasil. Segundo pesquisa da Universia Brasil, o ensino a distância movimentou no mundo, em 2014, US$ 51 bilhões, tendo o Brasil, na América Latina, sendo apontado como principal expoente deste mercado.

"Tem sido uma tendência dentro do mundo acadêmico e empresas que ministram cursos pela internet o uso de plataformas educacionais que conseguem reunir parâmetros suficientes para que o aluno tenha um atendimento personalizado de acordo com seu conhecimento. Games passaram a ser desenvolvidos para fins educacionais e impressoras 3D tem otimizado a criação de maquetes, por exemplo", conta o professor.

Para Carlos Souza, um dos empreendedores responsáveis pra criação da plataforma educativa Veduca, o mercado de ensino a distância irá crescer a medida que a inovação seja adotada nas empresas que trabalham com educação. No caso da Veduca, ele explica que a empresa teve de criar um método de ensino para depois ir em busca de uma estrutura de TI que tornasse o serviço acessível aos usuários.

"Quando começamos, em 2012, era um momento em que o mercado de educação havia acabado de passar por um grande movimento de fusões e aquisições, e também o ensino a distância começava a ganhar importância porque adequa aulas ao cotidiano do aluno e promove redução de custos às instituições. As plataformas educacionais eram simples, feitas apenas para distribuir o conteúdo", lembra o executivo da Veduca.

"Atualmente vivemos um momento de amadurecimento, e já podemos falar em plataformas mais interativas e no seu acesso por meio de dispositivos móveis, já que são mais leves e, assim, podem ser acessadas de diversos dispositivos. Inclusive, empresas de idiomas, por exemplo, estão usando o acesso móvel como marketing de suas campanhas publicitárias. Esse será o caminho", completa.

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