Telebras não planeja fazer IPO em breve, diz porta-voz

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. A agência Dow Jones corrigiu a informação. A declaração de que a Telebrás não planeja realizar um IPO em breve foi feita por uma porta-voz da companhia, não pelo diretor de Relações com Investidores, Fabrício Santos Limoeiro, como constava. Segue o texto corrigido:

AE, Agencia Estado

27 de maio de 2013 | 16h28

Uma porta-voz da Telebras disse que a empresa não deve realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em breve. "Nós acreditamos que esse não é o momento para emitir ações no mercado porque ainda estamos no estágio inicial de operações, nós somos uma start-up", comentou a representante.

Numa entrevista para a Dow Jones, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, reconheceu que a empresa precisa melhorar a comunicação com o mercado. "Nós temos tido uma fraca comunicação com o mercado. Nós teremos nossa primeira teleconferência com analistas em junho, após dois anos trabalhando em silêncio", comentou.

Bonilha pode ter boas notícias para dar, com previsões de que a Telebras zere o prejuízo operacional este ano, após ter registrado uma perda de R$ 4,8 milhões em 2012. Ex-monopólio de telecomunicação, a Telebras foi desmantelada com a privatização em 1998 e ressurgiu em 2010 como um veículo para instalar infraestrutura de internet em regiões distantes de grandes centros. A companhia é controlada pelo governo, mas quase um quarto das ações está nas mãos de investidores privados.

Quando ressurgiu, a Telebras assumiu mais de 40 mil quilômetros de fibra óptica que estavam com companhias estatais, como por exemplo a Eletrobras. A companhia investiu R$ 240 milhões para comprar e instalar equipamentos para ativar esses cabos de fibra óptica, segundo Bonilha.

De acordo com o presidente, a empresa já assinou mais de cem contratos com operadores do setor privado, incluindo grandes players do mercado, como TIM e Oi, para que eles possam usar a infraestrutura da estatal em áreas pouco povoadas. Em alguns casos, os contratos envolvem um swap de capacidade de fibra óptica, em outros a Telebrás cobra uma tarifa de leasing.

A Telebras também fechou recentemente um contrato de R$ 32 milhões para fazer a transmissão da Copa das Confederações. Além disso, a companhia quer ter um satélite em órbita até 2016. No mês passado, foram selecionadas três empresas para participar de uma disputa para construir o satélite: Mitsubishi Electric Corp., Space Systems/Loral e Thales Alenia Space. As informações são da Dow Jones.

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