Telecom Itália tem novo presidente e muda conselho

Os acionistas da Telecom Italia nomearam Giuseppe Recchi para o cargo de presidente do conselho na noite de ontem, como parte de uma reformulação que também dobrou o número de diretores independentes após a pressão de acionistas minoritários por uma liderança mais agressiva na companhia. Recchi substitui Aldo Minucci, que estava no posto interinamente desde a renúncia de Franco Bernabe, em outubro.

Agencia Estado

17 de abril de 2014 | 09h09

Recchi vai trabalhar junto com o executivo-chefe Marco Patuano, que vem tentando impulsionar uma empresa que está sob forte pressão em seu mercado doméstico por causa da queda nas tarifas de telecomunicação e do declínio da participação de mercado. A Telecom Italia precisa investir rapidamente em tecnologia para concorrer com gigantes como a Vodafone, que está investindo bilhões em seus negócios na Itália.

Ao mesmo tempo, a Telecom Italia, que teve lucro de 674 milhões de euros (US$ 931 milhões) no ano passado, precisa reduzir em US$ 27 bilhões sua dívida. Em 2013 agências de classificação de risco cortaram o rating da empresa para grau especulativo, por causa de preocupações com o tamanho de sua dívida e da deterioração dos negócios na Itália.

"Não estou satisfeito de operar uma companhia que é classificada como junk", disse Patuano na reunião de acionistas de ontem. "Nós vamos fazer tudo que pudermos para voltar a ser grau de investimento o mais breve possível", acrescentou.

O acionista minoritário Marco Fossati, que possui 5% da Telecom Italia, vem pedindo há meses uma reforma no conselho e em dezembro tentou substitui-lo por um que incluísse mais membros independentes, mas foi derrotado. O novo conselho nomeado ontem, com 13 integrantes que ficarão no cargo por três anos, agora vai incluir dez diretores independentes, em comparação com cinco anteriormente.

Dúvidas sobre a independência do conselho surgiram no ano passado, quando a espanhola Telefónica assumiu uma fatia minoritária na holding que controla a Telecom Italia, tornando-se o maior acionista individual do grupo. O acordo imediatamente levantou questões técnicas porque tanto a Telefónica quanto a Telecom Italia têm investimentos no Brasil, onde controlam a Vivo e a TIM, respectivamente.

Os acionistas minoritários se queixaram de que a fatia da Telefónica na Telecom Italia efetivamente impede a companhia italiana de ampliar seus negócios no Brasil, o que Patuano nega. Segundo ele, a Telecom Italia planeja investir mais no Brasil. Os diretores da Telefónica renunciaram aos cargos na holding que controla a Telecom Italia em dezembro para reduzir as preocupações com um conflito de interesses. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
Telecom Itáliapresidência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.