Telefónica anuncia centro de inovação no Rio em 2012

O diretor de empresas da Telefónica na América Latina, Daniel Jiménez, afirmou hoje que o centro de inovação que a empresa pretende criar no Rio de Janeiro poderá iniciar as atividades já no ano que vem. O centro, segundo ele, também congregaria outras empresas. Não há informações sobre o local de instalação.

SABRINA VALLE, Agencia Estado

24 de maio de 2011 | 15h23

"Temos que ter um único sistema para que todos venham trabalhar com a gente. Não temos todo o conhecimento, temos parte", disse Jiménez. O centro foi anunciado hoje durante a apresentação do CEO da Telefónica do Brasil, Luis Miguel Gilpérez, no Movilforum Conferece, evento para o mercado corporativo oferecido pelo grupo.

Mercado corporativo

Jiménez afirmou ainda que o grupo pretende crescer ao menos 20% neste ano em número de linhas corporativas no Brasil. A companhia espanhola, que incorporou a Vivo, pôs o mercado corporativo entre suas prioridades máximas no País. A estratégia, no futuro, pode resultar numa mudança de conceito da marca Vivo, hoje associada a celulares, afirmou o diretor executivo para o segmento de empresas da Telefônica do Brasil, Vladimir Barbieri.

O objetivo é direcionar a estratégia para planos integrados e convergentes, seja no fixo ou no móvel. Uma possibilidade é oferecer ligações entre celulares corporativos num sistema que hoje funciona entre ramais de terminais fixos, ou o serviço de SMS na área de TI que se some ao atendimento via 0800 de determinada empresa.

Para Jiménez, o crescimento de 20% nas linhas corporativas virá da necessidade natural de as empresas oferecerem mais serviços para seus funcionários. Ele acrescenta que a empresa vai focar nos 2 mil grandes clientes (com mais de 500 funcionários) que o grupo já conquistou no Brasil, da rede privada e estatal.

Com o barateamento dos preços de smartphones e com uma percepção das empresas de que recursos aplicados em comunicação são investimento - e não gasto -, Jiménez diz que a empresa poderá transformar a banda estreita em banda larga, oferecer serviço nas nuvens para aparelhos móveis, correio fixo e mais aplicativos de negócios, entre outros serviços.

Barbieri afirmou que estes clientes no Brasil geram hoje um faturamento de R$ 2,5 bilhões por ano à empresa. O mercado corporativo na América Latina, incluindo TI e rede, representa 14 bilhões de euros, sendo 2,7 bilhões de euros para o grupo Telefónica. Cerca de 16 mil clientes na região representam 10% de toda a receita da Telefónica América Latina. De acordo com Jiménez, o Brasil representa mais de 40% do total do crescimento corporativo em volume.

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