Telefónica contrata advogados para encerrar Brasilcel

A Telefónica contratou um escritório de advocacia para estudar uma ruptura da joint venture (associação) que possui com a Portugal Telecom (PT), depois que a empresa espanhola decidiu não prorrogar sua oferta para comprar a fatia da PT no veículo de investimentos. O escritório de advocacia De Braw Blackstone avaliará as alternativas para encerrar a Brasilcel, que detém 60% de participação na brasileira Vivo, afirmou uma fonte. A empresa assessorou as duas companhias quando a Brasilcel foi criada no início do ano 2000.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

19 de julho de 2010 | 11h22

A Telefónica deixou sua oferta de 7,15 bilhões de euros pela participação da PT expirar na última sexta-feira, após o conselho de diretores da companhia portuguesa pedir mais tempo para estudar a proposta. Em junho, 74% dos acionistas da PT votaram a favor da venda da participação, mas o governo de Portugal vetou o negócio, por meio de golden share (ações com direitos especiais) que possui na companhia. O governo argumentou que o negócio contrariava os interesses da PT no longo prazo.

A PT e a Telefónica consideram a brasileira Vivo um ativo essencial para suas perspectivas de crescimento futuro, já que ambas enfrentam um declínio em suas receitas em seus mercados domésticos e sofrem um prolongado impacto de recessão. A Telefónica também está considerando levar o caso para um tribunal de arbitragem internacional. As informações são da Dow Jones.

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