Telefônica: direito de recesso a acionistas acaba dia 27

O presidente da Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, afirmou que não espera surpresas negativas no dia 27 de maio, quando se encerra o direito de recesso para acionistas em possível desacordo com a operação de reestruturação societária do grupo. No processo, que envolveu uma troca de ações, a Vivo passou a ser uma subsidiária integral da Telesp. "É só uma formalidade, não vai haver nenhum tipo de problema. A nossa relação de troca foi muito bem aceita pelo mercado", disse a jornalistas no Fórum Nacional, no Rio.

SABRINA VALLE, Agencia Estado

19 de maio de 2011 | 17h23

A reestruturação também contemplou uma dança de cadeiras que levou Valente a acumular o cargo de presidente da Vivo. Concluído o processo, a empresa poderá operar como uma empresa integrada, diz ele. Isso significa, por exemplo, usar a infraestrutura da Vivo para expandir o serviço de TV por assinatura. Hoje o grupo tem licença para operar por satélite, mas não por cabo.

Ao lado do serviço para o mercado corporativo, a TV por assinatura é uma das grandes apostas da companhia após a reestruturação. "Estes são nossos alvos iniciais de atuação", disse.

O executivo disse que a empresa deve aumentar seus investimentos se aprovado no Congresso o PL 116, que em linhas gerais unifica as regras de TV por assinatura. O texto já passou pela Câmara. "Se aprovado no Senado, e esperamos que seja muito em breve, sem dúvida nenhuma (o PL 116) trará para o mercado brasileiro de telecomunicações uma outra dinâmica, um volume grande de investimentos", afirmou.

No caso do Grupo Telefônica, Valente diz que uma das apostas da empresa será em fibra ótica, tecnologia que requer investimentos altos. O custo de se levar um ponto de acesso a um domicílio, diz, fica em torno de R$ 1 mil e R$ 1,5 mil. Hoje, a empresa não tem licença de prestação de serviço em muitas praças, incluindo São Paulo.

Valente afirma que as redes de TV por assinatura podem ser fundamentais para prestação de serviço de banda larga. "Essas redes que têm investimentos muito elevados só são viáveis quando podem oferecer todo e qualquer tipo de serviço. Se houver algum tipo de restrição legal, você tem paralisação ou redução da velocidade de investimento".

Sobre telefonia fixa, Valente disse que o grupo também estuda o segmento, embora ele não seja prioritário. "Este é um tipo de mercado que tem suas particularidades, que certamente está sendo analisado pelo grupo também. Mas não é um dos mercado onde teremos uma atuação tão rápida, por uma questão de mídia, ainda que o estejamos estudando", afirmou.

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