Telefônica diz que reclamações na Anatel caíram 66%

O presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, disse que um dos principais objetivos da empresa para 2010 é ter o melhor ano em crescimento de acessos em banda larga. Ele aposta nos investimentos feitos no ano passado para melhorar a segurança e a qualidade dos serviços, que chegaram a ser suspensos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por quase dois meses, depois de várias panes no sistema.

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

22 de fevereiro de 2010 | 18h35

Em entrevista coletiva hoje em Brasília, Valente apresentou um levantamento feito pela empresa que mostra uma redução de 50% nas chamadas feitas pelos clientes para o call center da Telefônica, de março para dezembro do ano passado. Em março, a central de atendimento recebeu 6,6 milhões de ligações e, em dezembro, caiu para 3,3 milhões.

"Uma queda de 3 milhões nas chamadas significa que as medidas deram resultado", afirmou. Os números de reclamações contra a empresa na Anatel, segundo Valente, tiveram uma queda ainda maior, de 66%, no mesmo período. Em março de 2009, a Telefônica recebeu 38,6 mil queixas, contra 13 mil queixas em dezembro. Nos Procons de São Paulo, as reclamações caíram de 2,9 mil, em março, para 600 queixas em dezembro.

O teste para a melhora nos serviços, segundo Valente, foram as chuvas que vêm afetando São Paulo desde o fim do ano passado. "Tivemos aumento no número de acidentes, como queda de árvores, mas não tivemos nenhuma falha."

A Telefônica fechou o ano passado com 2,6 milhões de clientes de banda larga. Ele não revelou qual é a previsão de crescimento para este ano, mas disse que deve manter o mesmo nível de investimento do ano passado, que foi de R$ 770 mil. Ao todo, a Telefônica investirá R$ 2,3 bilhões no Brasil, em 2010.

Segundo ele, dos 12 milhões domicílios paulistas, 5 milhões têm banda larga fixa. A previsão da Telefônica é de que, até o fim de março, todos os 622 municípios da área de atuação da empresa tenham oferta de internet rápida. As estimativas para o serviço de banda larga popular, lançado no ano passado, são de alcançar de 60 mil a 100 mil clientes até o fim do ano.

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