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Telefónica estuda ir aos tribunais para comprar Vivo

A Telefónica perdeu a paciência com seus sócios portugueses e estuda ir à Justiça para conseguir comprar a fatia na Vivo da Portugal Telecom (PT). Na sexta-feira, quando venceu a proposta de 7,15 bilhões pelos 30% da Vivo que pertencem à PT, o conselho de administração da operadora lusa não conseguiu dar uma resposta, pedindo mais prazo.

RENATO CRUZ, Agencia Estado

19 de julho de 2010 | 09h28

Os espanhóis recusaram ampliar o prazo, retiraram a oferta e aguardam agora a reação de hoje dos mercados acionários, enquanto estudam saídas para conseguir ficar com a operadora brasileira. Entre as possibilidades estudadas pela empresa está recorrer ao Tribunal de Arbitragem de Haia, pedindo a dissolução da Brasilcel - holding da Vivo em que a Telefónica tem 50% e a PT os outros 50% -, para depois fazer uma oferta pública pelo controle da operadora.

Segundo o jornal "El País", o departamento jurídico da operadora espanhola, presidida por César Alierta, estudou as opções e somente irá fazer um anúncio a respeito quando houver uma solução. ?Mas o soco na mesa que deu Alierta também não significa que todas as pontes com a PT se romperam definitivamente?, apontou o jornal.

Sem nomear as fontes, o jornal disse que a Telefónica exigiu que a PT assinasse um compromisso de aceitação da oferta, para que o prazo fosse prorrogado. Para isso, os espanhóis ofereceram até melhorá-la, aumentando o valor para 7,5 bilhões. Os portugueses responderam que não estavam autorizados a assumir um compromisso antes de apresentá-lo ao governo português. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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