REUTERS/Paulo Whitaker/File Photo
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Telefônica negocia com América Móvil e Telecom Italia para comprar a Oi, diz jornal

Segundo espanhol 'Expansión', interesse de teles seria nos ativos de telefonia móvel da operadora brasileira; ações da Oi subiam 4,21% no fim da manhã

Agências internacionais

07 de outubro de 2019 | 10h55

MADRI - A Telefônica está negociando um acordo com a América Móvil e a Telecom Italia para realizar conjuntamente a compra de ativos de telefonia móvel da Oi, a quarta operadora de telecomunicações no Brasil, que se encontra em recuperação judicial, informou nesta segunda-feira o espanhol Expansión.

O jornal, que baseia suas informações em fontes próximas ao processo, diz que o plano é comprar em conjunto e dividir os ativos.

A América Móvil, empresa controlada pelo magnata mexicano Carlos Slim, e a Telecom Italia são os dois principais concorrentes da Telefónica no mercado brasileiro, segundo a Expansión.

Em 19 de setembro, fontes com conhecimento do processo disseram à Reuters que a Oi estava negociando com a Telefônica e a Telecom Italia para vender sua rede móvel.

Super tele nacional

A Oi fez pedido de recuperação judicial em junho de 2016 para reestruturar aproximadamente R$ 65 bilhões de dívidas.

A maior operadora de telefonia fixa do Brasil espera levantar mais de R$ 10 bilhões de reais através da venda de seus serviços móveis, segundo duas fontes.

A Oi afirmou ter cerca de 35 milhões de clientes de telefonia celular nos últimos resultados trimestrais.

Com a divulgação da notícia, as ações com direito a voto de Oi subiam 4,21%, enquanto as sem direito a voto avançam 3,52% no fim da manhã desta segunda, 7. No dia 24 de setembro, a Coluna do Broadcast já tinha anunciado que a operadora brasileira pode ser fatiada e ter, ao final, suas operações de telefonia fixa, móvel e de infraestrutura nas mãos das três teles que já atuam no mercado brasileiro.

"No curto prazo, o fluxo de notícias envolvendo possíveis interessados na companhia, especialmente após aprovação do PL do novo marco regulatório do setor, será o principal condutor para valorização do papel", afirmou Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos. Há pouco, o Ibovespa recuava 0,36%, aos 102.187 pontos.

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