Telefónica põe mercado corporativo entre suas prioridades no Brasil

Estratégia pode resultar numa mudança de conceito da Vivo, hoje associada a celulares; objetivo é direcionar estratégia para planos integrados e convergentes, seja fixo ou móvel

Sabrina Valle, da Agência Estado,

24 de maio de 2011 | 12h06

O diretor de empresas da Telefónica para América Latina, Daniel Jiménez, afirmou nesta terça-feira, 24, que o grupo pretende crescer ao menos 20% neste ano em número de linhas corporativas no Brasil. A companhia espanhola, que incorporou a Vivo, pôs o mercado corporativo entre suas prioridades máximas no País.

A estratégia, no futuro, pode resultar numa mudança de conceito da marca Vivo, hoje associada a celulares, afirmou o diretor executivo para o segmento de empresas da Telefônica do Brasil, Vladimir Barbieri. O objetivo, diz, é direcionar a estratégia para planos integrados e convergentes, seja no fixo ou no móvel. Um exemplo disso seria oferecer ligações entre celulares corporativos num sistema que hoje funciona entre ramais de terminais fixos, ou o serviço de SMS na área de TI que se some ao atendimento via 0800 de determinada empresa.

Os executivos participaram do evento Movilforum Latinoamerica, criado pelo grupo e realizado no Rio de Janeiro entre hoje e amanhã.

Em sua apresentação, o CEO da Telefónica do Brasil, Luis Miguel Gilpérez, anunciou que o grupo pretende criar um centro de inovação tecnológica no Rio de Janeiro, mas outros executivos da empresa não tinham detalhes sobre o plano além do que foi dito. Gilpérez deixou o evento para uma viagem a Brasília e não conversou com a imprensa.

Para Jiménez, o crescimento de 20% nas linhas corporativas virá da necessidade natural de as empresas oferecerem mais serviços para seus funcionários. Ele acrescenta que a empresa vai focar nos 2 mil grandes clientes (com mais de 500 funcionários) que o grupo já conquistou no Brasil, da rede privada e estatal.

"Nosso objetivo não é aumentar o número de 2 mil para 4 mil. O objetivo é, destes 2 mil que vou atender, quanto mais poderei oferecer (de serviços)", disse Jiménez.

Com o barateamento dos preços de smartphones e com uma percepção das empresas de que recursos aplicados em comunicação são investimento e não gasto, Jiménez diz que a empresa poderá focar em transformar a banda estreita em banda larga, oferecer serviço nas nuvens para aparelhos móveis, correio fixo e mais aplicativos de negócios, entre outros serviços.

Barbieri afirmou que estes clientes no Brasil geram hoje um faturamento de R$ 2,5 bilhões por ano à empresa. O mercado corporativo na América Latina, incluindo TI e rede, representa € 14 bilhões, sendo € 2,7 bilhões para o grupo Telefónica. Cerca de 16 mil clientes na região representam 10% de toda a receita da Telefónica América Latina. De acordo com Jiménez, o Brasil representa mais de 40% do total do crescimento corporativo em volume.

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