Teles Pires é única nova hidrelétrica negociada em leilão da Aneel

O último leilão de geração de energia do ano terminou com apenas uma das três novas usinas hidrelétricas do certame negociada --a de Teles Pires, no Mato Grosso-- e a energia de Santo Antônio do Jari sendo vendida.

REUTERS

17 de dezembro de 2010 | 11h45

O Consórcio Teles Pires Energia Eficiente --formado por Neoenergia (50,1 por cento), Eletrosul (24,5 por cento), Furnas (24,5 por cento) e Odebrecht (0,9 por cento)-- ofereceu uma tarifa de 58,36 reais por megawatt-hora (MWh), o que significa um deságio de 33 por cento em relação ao preço-teto de 87 reais estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo informações disponíveis no site de Furnas, Teles Pires (MT) terá seis máquinas e potência instalada de 1.820 MW. O valor previsto para o empreendimento é de mais de 3 bilhões de reais.

"A parcela de energia produzida e negociada no leilão será objeto de Contratos de Comercialização de Energia com prazo de duração de 30 anos e início de suprimento em 1 de janeiro de 2015", segundo Furnas.

A usina de Teles Pires era a maior disponível no leilão desta sexta-feira e, segundo especialistas, seria a mais disputada.

Já as usinas de Estreito Parnaíba e Cachoeira, ambas no Piauí, não foram negociadas. Segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), ainda não foi confirmado se os lotes não receberam propostas ou se o preço estipulado para a segunda fase não foi atrativo para os interessados.

A energia da usina de Santo Antônio do Jari (AP, 300 MW) foi vendida a 140 reais por MWh, o que significa que não houve nenhum deságio ante o valor máximo proposto pela Aneel. A energia foi comprada pelo Consórcio Amapá Energia (CAE), cuja composição não foi divulgada.

No leilão de geração de energia renovável de agosto, a energia de Santo Antônio do Jari foi ofertada, mas não houve propostas.

(Por Carolina Marcondes)

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