Telesp e Vivo aprovam termos da reestruturação societária

Companhias informam que a marca Vivo continuará sendo utilizada pela Vivo S.A e que os serviços de telefonia móvel pessoal por ela prestados não serão alterados

Agência Estado,

13 de setembro de 2011 | 19h19

Os conselhos de administração da Telesp (Telefônica) e da Vivo Participações aprovaram nesta terça-feira, 13, os termos e condições da reestruturação societária, que prevê a incorporação da Vivo Participações pela Telesp. Conforme as companhias, o objetivo das propostas aprovadas é dar continuidade à simplificação da estrutura organizacional das companhias e auxiliar na sua integração.

Conforme o fato relevante divulgado há pouco, imediatamente antes da incorporação, as operações e os termos de autorizações para exploração do Serviço Móvel Pessoal (SMP) atualmente detidas pela Vivo Participações e pela Vivo S.A. serão concentradas em uma única sociedade, a Vivo S.A., atual subsidiária integral da Vivo Participações.

As companhias informam ainda que a marca Vivo continuará sendo utilizada pela Vivo S.A., permanecendo inalterada a prestação de serviços de telefonia móvel pessoal por ela prestados.

Foi aprovada ainda a alteração da denominação social da Telesp, que passará a ser denominada Telefônica Brasil S.A, tendo em vista a reestruturação societária.

Comando

Os conselhos de administração da Telesp e da Vivo Participações confirmaram hoje as alterações no comando do grupo no País anunciadas ontem pela matriz espanhola. Paulo Cesar Teixeira, atual diretor da Vivo Participações, foi eleito diretor geral e executivo, no lugar de Luis Miguel Gilpérez López. Segundo a Telefónica havia informado ontem, Gilpérez será diretor das operações do grupo na Espanha, substituindo Guillermo Ansaldo.

A Telesp informou ainda que a incorporação da Vivo Participações pela companhia não resultará em aumento de capital, tampouco na emissão de novas ações, "não havendo, também, que se falar em substituição de ações de acionistas não controladores da incorporada por ações da incorporadora, dado que a Telesp é a única acionista da Vivo Participações". Dessa forma, conforme a Telesp, não será produzido laudo de avaliação do patrimônio líquido a preço de mercado para cálculo da relação de substituição das ações de acionistas não controladores.

Conforme a companhia, a incorporação não acarretará o direito de recesso dos acionistas da Telesp. "Ainda, não há que se falar em dissidência e exercício do direito de recesso de acionistas não controladores da Vivo Participações, tendo em vista que a única acionista da Vivo Participações é a própria Telesp", diz a empresa, em fato relevante.

Conforme o comunicado, o patrimônio da Vivo Participações foi avaliado pela Ernst & Young Terco em R$ 10,293 bilhões, considerado o aporte dos estabelecimentos comerciais, incluindo seus bens e direitos, que compõem a operação de telefonia móvel no Estado de Minas Gerais realizado na Vivo S.A.

A implementação da operação resultará na extinção da Vivo Participações. e sua consequente exclusão da cadeia societária, de modo que a Telesp passará a ser titular direta da totalidade das ações da Vivo S.A. antes detidas pela Vivo Participações, passando a Vivo S.A. à condição de subsidiária integral da Telesp.

Ainda de acordo com a Telesp, os custos da reestruturação societária são de aproximadamente R$ 11,500 milhões, "incluídos os custos com avaliações, análises, auditoria, assessoria jurídica, assessorias financeiras, demais assessorias, opiniões, publicações e demais despesas relacionadas".

(Texto atualizado às 20h20)

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