Temas econômicos ganham destaque nos protestos

Alta das passagens, gastos públicos na Copa, salários e outros assuntos da economia aparecem nos cartazes das passeatas

Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios,

18 de junho de 2013 | 10h08

SÃO PAULO - Embora os protestos que se alastram pelo Brasil ainda abordem temas difusos, indo contra políticos, tarifas, gastos públicos em estádios, entre outros assuntos, um ponto é claro: várias das reivindicações têm uma temática econômica por trás dos cartazes que levantam nas ruas. Com o slogan "Mais do que 20 centavos", as manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus e metrô pipocaram de Norte a Sul do País, sobretudo nesta segunda-feira, 17, dia marcado por uma forte campanha de indignação, inclusive fora do País.

Os cartazes mostram a que os manifestantes vieram protestar. Com uma inflação no teto da meta do governo, de 6,5%, gastos elevados na construção de estádios e agora o aumento do custo de vida via transporte público, a população saiu à rua para buscar maior qualidade de vida, o que levanta a discussão de temas sociais e econômicos. Veja abaixo alguns dos temas relacionados à economia.

 

Em São Paulo, o reajuste da passagem de ônibus foi de 6,67%, valor que ficou abaixo do índice IPC-Fipe. A passagem passou de R$ 3 para R$ 3,20, mas segundo o governo deveria estar em R$ 3,40 se seguisse a inflação. À longo prazo, porém, reportagens dizem que os reajustes foram acima da inflação e que o valor da passagem deveria estar em R$ 2,16.

Outro foco dos protestos, os gastos públicos na Copa têm chamado a atenção da população. O estádio Mané Garrincha, por exemplo, em Brasília, tomou R$ 1,2 bilhão dos cofres públicos, segundo um relatório do deputado federal Romário, um dos maiores críticos dos gastos na Copa. Com o restante da obra que ainda falta, no entorno do estádio, a soma pode chegar a R$ 1,5 bilhão. No início do projeto, o orçamento estimava R$ 745,3 milhões em gastos.

 

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