Temasek fará aporte de US$ 400 mi na Odebrecht Oil

A entrada da Temasek Holdings no capital da Odebrecht Oil & Gas (OOG) adia indefinidamente estudos sobre a possibilidade de abertura de capital da companhia a médio prazo. O lançamento de ações na Bovespa era uma das alternativas em estudo pela Odebrecht para capitalizar sua subsidiária de prestação de serviços de petróleo.

NICOLA PAMPLONA, Agencia Estado

19 de outubro de 2010 | 20h56

"A parceria (com a Temasek) garante nossos investimentos no curto e médio prazo. Mas não posso dizer que suspendemos definitivamente a abertura de capital; no futuro, pode-se partir para uma nova capitalização ou IPO, tudo depende da necessidade dos nossos clientes", disse o presidente da OOG, Miguel Gradin. "Por agora, já conseguimos um parceiro."

A parceria garante um aporte de US$ 400 milhões na empresa, que tem plano de investimentos de US$ 3,5 bilhões nos próximos três anos, com o objetivo de duplicar a frota de sondas de perfuração - hoje em cinco unidades - e garantir negócios em novas atividades, como a operação de plataformas de produção e de embarcações de lançamento de equipamentos submarinos usados nos sistemas de produção de petróleo.

A Temasek ficará com 14,3% do capital da OOG, seu primeiro investimento em petróleo no País. "Já temos negócios em outros setores, como a BR Properties e a Amyris, que é estrangeira mas tem ativos no Brasil, e vimos na Odebrecht uma boa oportunidade para capturar possibilidades de crescimento no setor de petróleo", afirmou o diretor-geral da Temasek no Brasil, Matheus Villares. Com carteira de US$ 133 bilhões, a Temasek é uma empresa de investimentos controlada pelo governo de Cingapura e operações prioritárias em países emergentes.

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