Temores sobre dívida na Europa derrubam índices dos EUA

As principais bolsas do mercado acionário norte-americano registraram queda pelo terceiro dia nesta sexta-feira devido a preocupações com o setor financeiro italiano e com a crise da dívida na Grécia.

EDWARD KRUDY, REUTERS

24 de junho de 2011 | 18h11

Mas o S&P 500 se ateve à sua média móvel em 200 dias, sinal de que a ala compradora ainda vê valor no mercado.

O Dow Jones cedeu 0,96 por cento, a 11.934 pontos. O Standard & Poor's 500 teve queda de 1,17 por cento, a 1.268 pontos. O Nasdaq registrou perda de 1,26 por cento, a 2.652 pontos.

Na semana, o Dow Jones cedeu 0,58 por cento e o S&P 500 teve queda de 0,24 por cento, enquanto o Nasdaq teve alta de 1,39 por cento.

Foi a sétima semana de queda do Dow e do S&P 500 nas últimas oito semanas. O S&P 500 acumula queda de 7 por cento frente a sua máxima de fechamento em 2011, atingida no fim de abril.

Investidores estão temerosos de que o governo da Grécia não consiga aprovar um plano de austeridade na semana que vem, o que pode fazer com que o país não honre seus compromissos com a dívida. O governo enfrenta uma veemente oposição do eleitorado às medidas de austeridade.

"Eles (políticos) podem não acreditar que os mercados financeiros são sensíveis às suas decisões como eles atualmente são, e existe a preocupação de que, em algum momento, algum político vote contra o mercado", disse Nicholas Colas, estrategista-chefe de mercado do ConvergEx Group em Nova York.

O S&P 500 permaneceu acima de sua média móvel em 200 dias --uma linha testada duas vezes em negociações recentes que, até o momento, atuou como um trampolim para as ações. O patamar é de 1.263 pontos.

"Toda vez que você testa um nível de resistência ou suporte, você o torna mais fraco", disse Colas. "É quase como um pedaço de metal. Toda vez que você o atinge, ele se torna mais frágil e é por isso que as pessoas estão realmente preocupadas com a terceira ou quarta vez."

Problemas na zona do euro pareceram se intensificar conforme as ações dos bancos italianos UniCredit SpA e Intesa Sanpaolo recuaram fortemente devido a temores quanto à posição de seu capital. Suas negociações foram momentaneamente suspensas.

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