Temos munição para reduzir taxa de juro, diz Mantega

O ministro da Fazenda lembrou que País tem algo entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões em compulsórios, que podem ser utilizados caso seja necessário

Francisco Carlos de Assis e Anne Warth, da Agência Estado,

30 de setembro de 2011 | 15h47

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira, 30, que vai estimular a utilização de instrumentos de política monetária no combate aos efeitos da crise internacional. De acordo com ele, o País reúne todas as condições fiscais e monetárias para fazer frente ao quadro de redução da atividade econômica internacional, mas continuará estimulando os instrumentos de política monetária porque esses geram menos custos à nação, ao contrário de medidas fiscais.

Mantega lembrou que o Brasil tem algo entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões em compulsórios que poderiam ser acionados em caso de necessidade. "Temos toda munição monetária, coisas que Estados Unidos e Europa não dispõem. Nós temos, por exemplo, a taxa de juros mais alta do mundo, e podemos reduzi-la", disse, durante o Exame Fórum 2011, na capital paulista.

Ainda segundo Mantega, o Brasil goza de alta confiança junto a seus parceiros. Ele lembrou medidas adotadas pela governo, entre elas o aumento do IOF em operações com derivativos no câmbio, para impedir alavancagem, e a desoneração da folha de pagamentos de quatro setores da economia, um programa experimental que deve ser estendido a outros setores. Ele deu como exemplo a indústria têxtil.

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