Temporão quer recursos do pré-sal também para saúde

Ministro diz que orçamento da Saúde é insuficiente e que torce para que área seja contemplada por riqueza

Reuters,

22 de agosto de 2008 | 13h45

Os recursos do pré-sal poderão ajudar a saúde brasileira, que ainda carece de investimentos suficientes para melhorar as condições de vida da população brasileira, disse nesta sexta-feira, 22, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.   Veja também: Custo de extração do pré-sal é 'econômico', diz Petrobras Mapa da exploração de petróleo e gás Entenda as discussões sobre as mudanças na Lei do Petróleo País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundo A maior jazida de petróleo do País   Segundo o ministro, o orçamento do Ministério em 2008, de R$ 50 bilhões, é insuficiente para atender "os direitos constitucionais da população previstas na constituição", e para eliminar o passivo nacional na área de saúde.   "Esses recursos (do pré-sal), se destinados prioritariamente à educação e saúde, com certeza vão ter uma utilização bastante adequada", disse Temporão a jornalistas em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.   "Evidentemente que estou torcendo para que a saúde seja contemplada pelos recursos do pré-sal", acrescentou, ressaltando que o orçamento do ministério deveria ser no mínimo 50% maior ao longo dos próximos quatro anos.   Na semana passada, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que parte dos recursos arrecadados com a exploração do pré-sal fosse destinada à area social, entre elas educação e saúde. No Ceará, na quarta-feira, Lula destacou que o pré-sal vai erradicar a miséria do País.   "O presidente Lula é extremamente sensível com as questões sociais. O governo dele vem colocando de fato as questões sociais como prioridade absoluta. Tenho certeza que sim (ele vai usar o pré-sal como uma fonte de recursos para a saúde)", afirmou.   Temporão disse que considera precoce definir como poderia ser feita uma eventual destinação de verbas do petróleo que será extraído da camada pré-sal, uma faixa que se estende por 800 quilômetros do Espírito Santo a Santa Catarina e que pode conter bilhões de petróleo leve, de alta qualidade.   "O pré-sal ainda vai levar anos para se transformar em recursos. Vai levar um pouco de tempo. É uma realidade em termos de descoberta", declarou, destacando que a pasta precisa de medidas urgentes para responder as demandas da população.   Loucura   O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, defendeu a manutenção das regras do mercado de petróleo do Brasil, e considera que o aumento dos royalties e da Participação Especial (PE) já seriam suficientes para atender o desejo do governo de aumentar a arrecadação com petróleo.   O debate sobre a criação de uma nova estatal para gerenciar as áreas do pré-sal foi classificado como "loucura" pelo presidente da Firjan, ex-acionista do Grupo Ipiranga. "É um retrocesso, é um loucura. Trata-se de um debate do século dezenove que não tem nada a ver com o Brasil moderno", afirmou a jornalistas.

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