Tensão no Egito leva Wall St à maior queda em quase 6 meses

O mercado de ações norte-americano registrou sua maior queda diária em quase seis meses na sexta-feira devido aos protestos contra o governo no Egito, que levaram investidores a ativos menos arriscados.

ANGELA MOON, REUTERS

28 de janeiro de 2011 | 20h11

A maior instabilidade no Oriente Médio levou o índice CBOE de volatilidade a saltar mais de 23 por cento enquanto investidores buscavam posições mais protecionistas.

"O mercado odeia incerteza, especialmente incerteza geopolítica e, baseado no que acontecer no fim de semana (no Egito), veremos o impacto disso nas operações da semana que vem", disse o gerente de portfólio do Christiana Bank & Trust, Thomas Nyheim.

O volume de operações da sessão foi o maior do ano, com 9,97 bilhões de ações trocando de mãos na Bolsa de Nova York, na Bolsa Americana e no Nasdaq. No ano passado, a média diária de operações foi estimada em 8,47 bilhões de papéis.

A queda pôs fim à série de oito semanas de alta do índice Dow Jones e levou o S&P 500 a cair abaixo de sua média móvel de 14 dias pela primeira vez em dois meses. Resultados trimestrais fracos divulgados pela Amazon.com e pela Ford acrescentaram ao tom negativo do dia.

No fechamento desta sexta, o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 1,39 por cento, para 11.823 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 2,48 por cento, para 2.686 pontos. O índice Standard & Poor's 500 perdeu 1,79 por cento, para 1.276 pontos.

(Reportagem adicional de Jennifer Ablan)

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